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Preocupa-me o crescente “fundamentalismo” político a que tenho assistido aqui na “blogosfera”. Muitos “internautas” transportam o futuro das pessoas e do concelho para o campo estritamente político. Esse é um dos perigos do nosso sistema autárquico movido por partidos (como se fosse possível um presidente de Câmara do Partido Monárquico obrigar o povo a prestar vassalagem ao D. Duarte).

 

Já por aqui li comentários em que se deseja o fracasso total do actual executivo, chegando ao ponto de ansiar que se tomem decisões más para todos nós com o propósito de ganhar facilmente as próximas eleições. Transformam-se quase numa espécie de mártires - não se importam de "rebentar" desde que com isso o "inimigo" se "lixe". Isto, perdoem-me, é aberrante.

 

Eu não acredito que a Nossa Sra. do Falacho vá mudar drasticamente nestes 3 anos, mas teria todo o gosto que o fizesse. Seria óptimo para Silves que, de um momento para o outro, todos os problemas fossem resolvidos. Não me importaria que roubasse as minhas ideias porque não tenciono ser eu a pô-las em prática. E, se por milagre, o fizesse seria homem para lhe pedir desculpa e aplaudir o trabalho feito.

 

Posso compreender que os que almejam cargos políticos importantes no concelho possam ter algumas reservas em “entregar o ouro ao bandido”. Mas quero acreditar que, quem gosta de facto do concelho, quer é ver “obra” feita e preferirá claramente lutar nas urnas por uma Câmara mais forte, por um concelho mais desenvolvido. Perguntem ao Dr. Francisco Martins se ele não preferiria ir a votos num concelho onde nada faltasse?! Conheco-o bem e sei que quer o melhor para as pessoas e para o concelho.

 

Cada país, cada concelho, cada freguesia tem os líderes que merece, independentemente dos partidos que cada um representa. Se me perguntarem que mal fez Silves para merecer a Srª do Falacho, posso dizer que isso vai ser assunto para muitos “posts”. Podem é começar a "trabalhar" para merecer outro líder...

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Ainda a propósito dos “graffitis” fica aqui a experiência de um amigo – bastante radical – que foi apanhado pelo fenómeno. Aconteceu quando ele voltava de uma noite de copos e, ao chegar perto de casa, repara em dois “artistas” que pintavam a parede da sua casa.

 

Exaltado, o meu amigo, dirigiu-se aos fulanos dizendo que a casa era dele e que eles não tinham o direito de pintar ali. A resposta que teve foi: - Meu, preocupa-te com a parte de dentro do muro. A parte de fora é pública.

 

Depois disto o fulano levou um soco na cara e no chão ainda teve que ouvir o meu amigo: - Preocupa-te só com o hematoma. A parte de fora é pública!

 

Aconteceu em Salir…

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Arte do "Catano"

16.01.07

Estamos em período de acalmia após a enxurrada de "posts" e comentários que se seguiu aos anúncios das candidaturas de Carneiro Jacinto e Nossa Senhora do Falacho. Boa altura para começar a falar dos assuntos que interessam ao comum dos messinenses. O primeiro que vos trago, obviamente não o mais importante, são os "graffitis".

Há que lhe chame arte, eu chamo-lhe "atentado ao património". Deixo-vos aqui uma foto das traseiras do Centro de Saúde de Messines mas não seria necessário já que a vila está cheia de pinturas destas por todo lado e quem por lá anda já reparou certamente.

Os paizinhos destes "artistas" deviam ter que pagar pelas pinturas dos edifícios vandalizados. Era um bom começo. Se não colocamos mão nisto arriscamo-nos a ficar com um "look" Cova da Moura.

Li algures que esta é a nova "arte urbana" e que não é mais que transpor para os muros e paredes o gosto excêntrico das novas gerações. Não tarda fartam-se das paredes e começam a praticar arte nos nossos automóveis e nos transportes públicos.

Quanto a mim o lugar destes "artistas" era a enfeitar o lado de dentro dos muros de Pinheiro da Cruz, passe o exagero da pena porque hoje apeteceu-me exagerar.

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Esta imagem dispensa qualquer comentário mas, para os mais incautos, sempre vou dizendo que - desconfio - ter encontrado a casa de Carneiro Jacinto.

Homem prevenido vale por dois.

Agora deixem-se de "tretas" e comecem a falar do concelho.

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Pelo menos na Internet o tema das próximas autárquicas em Silves está a ser um sucesso. Muitos comentários, muitas ideias e muita discussão. Fico bastante satisfeito com isso.

 

Com alguém disse aqui 90% (ou mais) dos eleitores de Silves não acedem à Internet – o que já de si revela a realidade do concelho – e por isso é importante que todos os que aqui escrevem e opinam sejam também verdadeiros líderes de opinião na rua. Sejam PS, PCP, BE ou PSD está na altura de agitar consciências. Só assim será pensável conseguir tirar o concelho do atoleiro em que tem vivido.

 

Olhamos para Silves e vemos um património notável. Tem praias fantásticas, uma zona serrana de excepção, património histórico riquíssimo e gentes humildes e trabalhadoras. Apetece dizer que, felizmente, só não temos petróleo. A questão é: Se temos tudo isto porque razão temos as nossas vilas e aldeias a cair aos bocados?! Porque razão o grande objectivo dos putos do concelho é … abrir um bar??! Porque razão a serra é abandonada e a agricultura desaparece?! Porque razão o maior empregador do concelho é a Câmara Municipal?! Porque razão pessoas com grande capacidade de trabalho bateram com a porta (Exº Dr. José Paulo Sousa e Engº Luis Garrocho)?! Porque razão as pessoas que aplaudem a presidente nem coragem tem para se identificar aqui na “blogosfera”?!!

 

As respostas serão muitas. Em todas há-de aparecer a evidente falta de rumo, a má gestão e até a total ausência de amor pela terra e pelas gentes. E quando digo isto, que fique claro, não quero dizer que é preciso ter nascido aqui para amar a terra. Muito boa gente veio de longe e dedica-se a este concelho como se fosse o seu. Aplaudo isso.

 

Bem sei que o facto de não viver no concelho e de não contactar de perto com o sub-mundo da política local me retira alguma legitimidade em muito do que escrevo. Mas o que eu critico é, essencialmente, o que está à vista de todos. Alguém é capaz de afirmar aqui que Silves tem evoluído ao ritmo dos concelhos vizinhos, prová-lo e depois identificar-se sem recurso a nomes de animaizinhos?!!

 

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Isto promete...

11.01.07

Não dá para acreditar!!! Todos os “soaristas locais” que há pouco mais de 2 meses se “atiraram” a Carneiro Jacinto pelo precoce anúncio da sua candidatura tem agora que engolir igual pressa de Isabel Soares.

 

Este anúncio inesperado faz-me retirar a promessa de não falar em Isabel Soares nos próximos tempos. Paciência, eu até já tinha saudades.

 

Li com atenção o texto no blog de Carneiro Jacinto e o comentário do Dr. António Guerreiro. Nem um nem outro mencionam que a eventual vitória eleitoral de Isabel Soares, daqui a 3 anos, poder vir a ser a única forma de manter “secretos” os dossiers da Câmara e evitar consequências mais graves para muita boa gente. Concordo com o Dr. Guerreiro quando diz que a presidente é uma política nata mas relembro-o que também é famosa por “escorregar” sobre pressão. Ainda me lembro de uma Assembleia de Freguesia em Messines onde a Dra. soltou alguns impropérios e teve frases como “os abstencionistas são como os homossexuais” e outras que deixaram as “criancinhas” assustadas…

 

Estou curioso para saber o que irá fazer o PS depois disto. Como as coisas estão já nada me surpreende… Talvez apresentem também um candidato a 3 anos das eleições. Que tal a Floribella??! Isso é que era…

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“Quando o cão está no chão todos lhe dão pontapés!” – sábia frase que ouvi em miúdo e nunca mais esqueci. Chama-nos a atenção para a cobardia humana e para a propensão inata que nos leva, por vezes inconscientemente, a atacar os que estão fracos ou em dificuldades.

De um momento para o outro toda a gente resolveu atacar Isabel Soares e já nem são precisos factos, ideais ou testemunhos para encontrar justificação para o fazer. Já se ouvem os típicos argumentos de quem não sabe do que está a falar mas, ainda assim, não quer deixar de dar o seu “pontapé”. São os “ouvi dizer que…”, o “quase de certeza que…” e até os “não me admirava nada que…”. Quase sempre dizem respeito à vida pessoal das pessoas, não tem pingo de verdade mas magoam e mancham, por vezes irreparavelmente, a dignidade dos atingidos. Sei o que custa ser atingido por isso e também sei o que sentimos quando percebemos que usamos esses falsos argumentos para atingir alguém.

Não creio que o principal problema da presidente seja a desonestidade - pelo menos consciente -  e até admito que sempre teve boas intenções. Acontece que a Câmara de Silves, como quase todas no país, é “areia de mais para a camioneta” de uma só pessoa. Seja qual for o sexo, o partido ou a idade do autarca a tarefa é hercúlea.

Como presidente a Dra. Isabel Soares deveria ter-se rodeado dos melhores elementos. E fê-lo, pelo menos no primeiro mandato. O que aconteceu foi que os indivíduos com carácter, inteligência e visão raramente são “bajuladores”. De facto este tipo de pessoas estão mais preocupadas com o trabalho que tem a fazer e com o rumo a seguir do que em cultivar o ego de presidentes com “sins ocos”, elogios e jantaradas. Quando deu por ela a nossa presidente estava rodeada por oportunistas, demagogos e “caloiros políticos” que usavam o concelho de Silves como cobaia para os seus devaneios. Não digo que fossem todos mas grande parte estavam neste grupo. A prova é que muitos começaram já a morder a mão que lhes deu comida e a saltar fora do barco. Muitos mais se irão seguir, é só esperar.

Em relação ao tema Isabel Soares vou ficar por aqui e não tenciono voltar a este assunto nos próximos tempos. O meu objectivo nunca foi “enxovalhar” a presidente mas sim espicaçar a oposição, a população e o executivo camarário. Onde estavam todos estes críticos há 6 meses??!! Prometo no entanto que vou ficar atento aos próximos acontecimentos porque, acredito, é nestas alturas que se conhecem verdadeiramente as pessoas. Pode ser que me surpreenda...

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Em conversa com um amigo surgiu a ideia de criar um novo blog - dedicado a São Marcos da Serra. O entusiasmo foi tal que passadas poucas horas já estou a pesquisar material para lançar a ideia. Gostava de poder contar com mais pessoas, especialmente pessoas que residam na aldeia ou freguesia de São Marcos.

A julgar pela actividade dos blogs do concelho esta é uma excelente forma de São Marcos não ficar esquecido. Mal não vai fazer.

Os interessados em colaborar podem deixar aqui o contacto ou enviar-me um e-mail.

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Nota do autor

05.01.07

Gostava de deixar claros alguns pontos sobre as motivações daquilo que escrevo - aqui e no Jornal Terra Ruiva - e sobre mim próprio.

Em primeiro lugar não tenho ambições políticas de qualquer espécie. O que me leva a escrever e a manifestar o meu descontentamento é o estado deplorável em que se encontra o concelho de Silves e em especial as duas freguesias que me acompanharão para sempre: São Marcos da Serra e São Bartolomeu de Messines. Dói-me olhar em redor e ver que, tal como eu fiz, os jovens deste concelho tenham que procurar oportunidades fora dele.

Em segundo lugar não acredito no actual sistema autárquico. Para mim não faz qualquer sentido ter partidos políticos a disputar eleições. Para o bem e para o mal a cor politica das autarquias condiciona, inevitavelmente, o seu futuro. Acompanhei algumas - poucas - Assembleias de Freguesia e Assembleias Municipais e - tirando algumas excepções que todos conehcemos - o que vi foi uma série de políticos de província mais preocupados com as rivalidades partidárias do que com o bem estar das pessoas. Para mim deveriam ser os Projectos de Desenvolvimento e os Líderes a ir a votos... nunca o partido A, B ou C.

Em terceiro lugar sou de esquerda. Já fui militante do PS e até fiz parte da lista à Assembleia Municipal liderada pela Dra. Lisete Romão que concorreu às autárquicas no ano em que o Dr. António Guerreiro era candidato a presidente. Acedi ao convite do meu amigo José Vitor e serviu-me de lição. Aquilo que vi foi um Partido Socialista mais preocupado com as rivalidades internas e a militância do que com o concelho e as necessidades evidentes que este, já na altura, apresentava. Em nenhum momento me senti motivado e desse período apenas me fica a admiração que o Dr. José Apolinário me conquistou.

Para terminar, nada tenho contra a pessoa da Dra. Isabel Soares nem ponho em causa a sua dedicação ao concelho. O que ponho em causa é o seu método de fazer politica, as pessoas que escolheu para a rodearem - quase todos "abutres" e oportunistas que bajulam quem tiver que ser para conseguir que o "tacho" nunca acabe - e o rumo (ou a falta dele) que escolheu para o concelho. Além disso irrita-me o populismo que cultiva às custas dos dinheiros públicos. Não quero aqui acicatar o PSD porque nos últimos tempos tenho falado com muitos sociais-democratas que contestam a actuação da Presidente de forma bem mais feroz.

Sou muitas vezes irónico e mordaz mas consigo aceitar as críticas que me fazem e estou receptivo a que me tentem fazer mudar de opinião. Já aconteceu e voltará a acontecer.

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Já está!!

Entrei no clube dos papás! No dia 22 de Setembro nasceu o Rodrigo, um “rapagão” lindo e simpático que veio ao Mundo com a certeza de que era mais do que desejado pelo pai e pela mãe.

Para mim estas últimas semanas foram intensas em sentimentos e pensamentos. O orgulho e o prazer de pegar ao colo o meu filho misturam-se com o sentido de responsabilidade e a preocupação constante de que - agora compreendo - falavam os meus pais.

Quando olho para ele penso no futuro… No que o espera e naquilo que posso fazer para que ele e a sua geração “fintem” os prognósticos “reservados” que diariamente nos fazem nos jornais e nas televisões Mundo fora.

Já aqui disse e repeti que sou um tipo optimista por natureza. Prefiro ver sempre “o copo meio cheio” e, apesar de algumas vezes a minha veia sensacionalista levar vantagem sobre a racional, raramente embarco em contos fatalistas e em dramatismos exacerbados. Não quero com isto por em causa estudos e teses de afamados cientistas, nem tão pouco insinuar que a conversa alarmista de ecologistas e políticos deve ser encarada de ânimo leve.

Aquilo que vos quero dizer é que confio plenamente na minha geração. Não que seja melhor… É diferente! Daqui a 10 – 15 anos esta geração irá assumir os destinos do Mundo. Até lá uma outra geração, que agora começa a afirmar-se, preparará o terreno de forma exemplar e heróica.

Antes que me acusem de “difamar” todos aqueles que tem agora idade para ser meus pais, deixem-me explicar: Quem foi criança nos anos 50 e 60 ganhou a sua personalidade, os seus ideais e crenças num clima muito pouco saudável. O pós-guerra, a guerra-fria e – em Portugal – a ditadura e as guerras coloniais marcaram, inevitavelmente, o seu futuro. Foram momentos difíceis em que muitos passaram necessidades e desesperaram quando, tal como eu agora, pegavam os filhos nos braços.

A minha geração viveu melhores momentos, que devemos agradecer em grande parte ao esforço e sacrifício que fizeram os nossos pais. Vimos cair o muro de Berlim, vimos a guerra-fria esfumar-se no tempo, vimos a Europa unir-se e despertar para uma consciência comunitária notável, vimos o esforço contínuo da comunidade internacional em manter e fomentar a paz no Mundo. Quando chegaram os ataques terroristas e as guerras modernas esta geração já sabia para onde queria ir e já tinha bem clara a rota a seguir para lá chegar…

Quando nascem, homens e mulheres trazem um “chip” com instintos e orientações básicas de sobrevivência, mas é nos anos seguintes que desenvolvem a sua personalidade e aprendem a definir as suas prioridades. Por razões históricas acho que a geração das crianças dos anos 50 e 60 tinha como prioridade o bem-estar pessoal – quando muito familiar – e a minha geração tem como prioridade o bem-estar comum.

Evidentemente que em todas as gerações existem pessoas boas e pessoas más… mas quem cresce no meio da “fome” olhará sempre para a “comida” como o bem mais precioso.

Nada disto é errado nem tão pouco condenável. Pelo contrário, devemos agradecer aos nosso pais as nossas prioridades actuais… afinal de contas foram eles que fizeram dos seus filhos a Geração Fantástica que ai vem.

Artigo não publicado - Setembro de 2006

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