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Sim e . (ponto)

11.02.07

O Sim foi a opção da maioria dos portugueses no referendo sobre a IVG. Ainda a quente (são 9:34) não me sinto feliz com isso. Votei, e votaria as vezes que fossem precisas, Sim... mas acho patéticos os gritos de vitória dos “adeptos” pelo Sim e toda a exposição pública que as televisões estão a oferecer aos dois movimentos.

Não se trata de uma vitória nacional. Trata-se de uma necessidade que foi colmatada e de um assunto que se quer resolvido, sem grandes alaridos e sem aproveitamentos politicos.

Às 8 em ponto ouvi, ao vivo, uma senhora amiga da familia dizer – quando a SIC anunciou a vitória do Sim – aliviada: “Olha, ganhou o Sim. Ainda bem! Eu tive que votar não porque não podia pecar mas acho que ficamos melhor assim.”

A igreja no seu melhor…

Volto a dizer (só o digo quando estou lixado): - Não tenho dúvida que Deus existe, só duvido é que tenha escolhido estes tipos para O representar.

Boa noite a todos e que o futuro seja bem melhor para as mulheres que, por necessidade imperiosa, tenham que abortar.

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Há coisas que escrevemos a "quente" e que passado mais de 1 ano continuam a fazer sentido.

Este foi o primeiro artigo que escrevi no Jornal Terra Ruiva, e fi-lo porque estava revoltado com a "miserável" prestação do PS nas últimas autárquicas. Não faço parte dos "bastidores" nem conheço as "jogadas", apenas falo do "que está à vista"... eu e 99% dos eleitores...

Estamos no período de reflexão pós-autárquicas, uma altura sempre propícia à propagação das mais variadas opiniões e aos típicos discursos políticos que nos deixam a ideia de que, em politica, ninguém perde.

 

Apesar de pouco me importar as análises que se tem feito das eleições a nível nacional, confesso que me irritam um pouco os comentadores políticos e os jornalistas que tentam a todo o custo “misturar” o sentido de voto das autárquicas com o juízo que os eleitores fazem do governo. Tirando a excepção de 2001, em que, nitidamente, parte dos eleitores portugueses votaram contra Guterres e a actuação de um governo de minoria, que pouco ou nada poderia ajudar o país nos anos que se seguiam, não me parece plausível que se vote contra um autarca que nos merece confiança com intuito de penalizar o governo. De facto, o exemplo de Silves é disso prova. Dizer que os eleitores que votaram Isabel Soares ou Francisco Martins o fizeram para penalizar a actuação de José Sócrates parece-me um disparate. Os dois candidatos merecem a confiança dos seus eleitores pelas suas características enquanto políticos e pelo trabalho, bom ou mau, que fizeram em anos e anos de experiência autárquica.

 

Tudo isto leva-nos a outra questão. Essa sim, importante e pertinente: O que se passa com o PS em Silves?

Dá que pensar. E por mais que se pense torna-se difícil encontrar explicações para a ausência total de ideias, de caras novas, de iniciativa, de dinâmica de vitória, etc…

 

Como é possível que num concelho onde o PS ganha sempre, se chegue às autárquicas e, anos após ano, os resultados nos embaracem a todos? Nas últimas europeias o PS venceu com 50,2% contra 23,89% da coligação PPD-PSD / CDS-PP. Nas presidências o candidato apoiado pelo PS esmagou o candidato da direita por uns expressivos 60,99% contra 27,48%. Nas legislativas 99 o PS obteve 48,9% face aos 28,84% do PSD. Nas Legislativas 2002, e apesar da vitória de Durão Barroso a nível nacional, o PS ganhou em Silves com 39,88% contra 35,64%! Nas últimas Legislativas o PS alcançou mais de metade dos votos, conseguindo um total de 51,35% contra apenas 21,44% do PSD!

Estes números contrastam de forma chocante com os resultados obtidos nas últimas 2 eleições autárquicas. Em 2001 o PS conseguiu apenas 17,8% ficando atrás do PSD e da CDU, numas eleições de má memória para mim, uma vez que participando na lista à Assembleia Municipal pelas listas Socialistas, tive a oportunidade de ver por dentro a falta de dinâmica e de ideias de uma concelhia que assenta há demasiado tempo nas mesmas figuras. Este ano, mais uma vez os resultados foram uma desilusão, apenas 27,54% dos eleitores votaram PS contra 44,18% de votos na candidata do PSD.

 

A Dra. Lisete Romão merece-me todo o respeito, simpatia e reconhecimento pela sua excelente folha de serviços na área da saúde. Mas era previsível que, sem experiência politica, iria necessitar de uma máquina de campanha afinada e eficaz para a ajudar na difícil missão de destronar Isabel Soares do poder autárquico. Iria necessitar de um partido vivo, dinâmico, com muita gente jovem, com ideias inovadoras e com, pelo menos uma pessoa, que entendesse de imagem e marketing e que fosse capaz de organizar a campanha.

 

Em vez disso, a Dra. Lisete Romão encontrou um partido “envelhecido” e que nem de perto nem de longe conseguiu ombrear com as campanhas dos seus principais concorrentes. Os folhetos e os cartazes de campanha eram, para não dizer pior, assustadores. Fotos tipo passe, algumas com uns bons anos de arquivo, montagens gráficas infelizes e frases sem pingo de imaginação abundavam na campanha. O resultado foi que, uma equipa de pessoas com qualidade e competência, acabou por parecer um punhado de indivíduos que desenrascaram à última da hora e nem tempo tiveram de ir ao “Prisunic” tirar uma foto mais recente.

 

O futuro do PS Silves é de reflexão. Acompanhei esta campanha à distância, da mesma forma que acompanhei as actividades do partido no concelho, mas parece-me que é urgente arrumar a casa na Concelhia do PS Silves, sob pena de daqui a 4 anos termos mais do mesmo. A Dra. Isabel Soares, a quem felicito pela vitória, pode não ser, na minha óptica, uma grande gestora nem uma grande presidente, mas é, seguramente, uma grande politica. Basta olhar para a mobilização da campanha do PSD e para o entusiasmo que a juventude levou a todos os lugares por onde passou a caravana social democrata, para perceber que as eleições ganham-se, em parte, assim.

 

Uma palavra de amizade e parabéns ao novo presidente da Junta de Freguesia de Messines, José Vítor, que continua a mostrar ser dos poucos com atitude forte e vontade de ganhar e mostrar trabalho.

In, Terra Ruiva - Outubro de 2005

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Andei pelo web site do STAPE a fazer umas pesquisas e, depois de analisar alguns dados, encontrei aquilo que já esperava: A “prova” de que as políticas seguidas pelo executivo de Isabel Soares estão a “afastar” as pessoas do concelho.

 

Quem cá anda de olho aberto sabe perfeitamente que os dados estatísticos estão para os políticos como os espinafres para o Popeye… dão-lhes sempre força para argumentar e encher-se de razão. E é exactamente isso que farão os súbditos de sua majestade quando lhe atirarem com estes dados na cara.

 

Analisando “cruamente” os números relativos aos eleitores inscritos no final de 2005, e em igual período de 2006, no concelho de Silves, ficamos a saber que se registou um aumento de cerca de 3 dezenas. Olhando depois para cada freguesia descobrimos que São Marcos da Serra, Messines, Silves e Pêra perderam eleitores. E assim se "esfuma", a já de si anedótica, "Sevilha do Algarve".

 

Se a situação já era esperada em São Marcos e em Messines, surpreende-me Silves – depois de todo o investimento lá feito – e, mais ainda, Pêra – onde a construção civil tem “dado cartas” nos últimos tempos. Sobram-nos Armação de Pêra, Alcantarilha e… Tunes.

 

O crescimento em Armação e Alcantarilha é normal, segue a tendência dos últimos anos, e, bem ou mal, deve-se ao “desenvolvimento” projectado por Isabel Soares (não vamos discutir se bom ou mau). A surpresa (só para os mais desatentos) é Tunes e foi lá que se registou o maior número de novos eleitores. A freguesia é responsável pelo “saldo” positivo do concelho mas o concelho não é responsável pelo bom desempenho de Tunes. Esse desenvolvimento fica a dever-se à proximidade de Albufeira e à competitividade que o baixo valor dos terrenos confere à construção que por lá se tem feito.

 

Ou seja, Silves deve a Albufeira o crescimento de Tunes e Isabel Soares deve a Desidério Silva o facto de poder continuar a “esgrimir” argumentos com os que “lhe atiram” com as estatísticas. Além de tudo isto temos dois factores importantes a considerar: - Primeiro tivemos recentemente um processo de legalização de imigrantes que deve ter contribuído para um “engrossar extra” dos cadernos eleitorais. Segundo, temos que considerar aqueles que – como eu e mais de uma vintena que conheço – apenas vão “à terra” no natal e nas eleições e insistem “estoicamente” em votar no concelho de origem.

 

Se calhar vou “apurar” melhor a matéria e escrever sobre isto no Terra Ruiva do próximo mês. Gostava que os ilustres “Bloggers” do concelho me corrigissem o raciocínio – se errado - ou acrescentassem “valor” a este “arrabisco” deixando por aqui as suas opiniões. Lembro-me, assim de repente, do Dr. Manuel Ramos (que há-de ter estes números de cor) e do estimado José Meireles… Mas outros haverão que podem ajudar neste tema… Fica o desafio.

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Não tenho estado com grandes disposições para escrever, mas hoje juntaram-se 3 factores que me fizeram vir aqui à net para "postar".

1 - Portugal ganhou ao Brasil e, sem "pingo" de xenofobia, que me perdoem os nossos irmãos, ganhamos sem "portugueses" duvidosos em campo.

2 - Encontrei este "post" do amigo Damião que me fez soltar umas gargalhadas bem saborosas (não recomendo a "púdicos" e "zabelistas"),

3 - A estimada Ailéh (sempre achei que pela lógica devia ser Ailèh) pediu-me encarecidamente para retirar a foto das placas "escavacadas". O seu pedido, minha cara, é uma ordem...

E "post"o isto vou dormir porque daqui a umas "horitas" o meu filhote vai começar a reclamar aquilo a que tem direito... acaba-se o sono.

 

 

 

 

 

 

 

Bagdad ao "pôr-do-sol" era linda...

 

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Ora aqui está uma foto que dispensa palavras... 

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O Referendo I

03.02.07

Não vou neste post fazer um apelo ao voto no Sim, nem tão pouco pretendo atacar os que, com consciência, votam Não.

 

Tal como no último referendo a Igreja e os “Burgueses Conservadores” fazem as suas últimas ameaças. Os primeiros dizem que “vamos para o Inferno e nem o funeral nos fazem”. Os segundos afirmam que “vamos legalizar” o assassinato de fetos e, logo, somos criminosos da pior espécie.

 

Tudo pura demagogia e o triste reflexo de um passado - de séculos - em que este “duo” confinou todos à ignorância e à pobreza para assim poderem governar a seu bel prazer.

 

Este não é um tema de politicas, de crenças, de raças ou de ideais. É uma questão de consciência. De pensarmos no que será se ganhar o SIM e no que será se ganhar o NÃO, sem nos deixarmos levar pelos “fatalismos” e argumentos espalhafatosos que ambos os movimentos usam.

 

Quem votar alinhado com o seu cartão de militante, sem sequer ter pensado no assunto, é inconsciente. Primeiro porque abdicou do maior direito que tem – o de expressar a sua opinião -, segundo porque se arrisca a ser vitima da sua própria inconsciência. Nunca sabemos o que nos reserva o futuro.

 

No meu entender este referendo vai mais além da pura e simples questão. Poderá significar a última e derradeira “machadada” num Portugal “medieval” que teima em impedir – com as tais ameaças e jogo psicológico – que o país se afirme e que os portugueses ganhem auto estima e confiança para o futuro.

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