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Fiz questão de convidar o Rui Grilo a partilhar a sua opinião sobre o último acto eleitoral. Conheço poucas pessoas com tamanha disponibilidade para ajudar e defender a sua terra, São Marcos da Serra. Apesar de termos concepções ideológicas diferentes sempre nos entendemos e respeitamos mutuamente porque somos capazes de aceitar ideias diferentes, desde que vejamos nelas boas intenções e genuidade. A luta em São Marcos foi acesa e antes de mais nada quero dar a oportunidade a todos de enterrarem o assunto eleições e retomarem as boas amizades, tão necessárias ao futuro daquela freguesia. Para isso é bom que se fale agora... Obrigado Rui.


Confiança na Mudança! Trabalhar sempre! Agora Silves da Serra ao Mar!

Senti-me de certa forma surpreso e lisonjeado, em ser abordado pelo meu prezado amigo Paulo Silva, para alvitrar no âmbito das eleições autárquicas e dos momentos inconfundíveis que deram ao concelho de Silves, alguns momentos anedóticos e que por ventura irão ficar na história política do nosso concelho.

O tempo o dirá se as escolhas foram positivas e benéficas para o concelho e população na sua generalidade, mas vamos por agora acreditar que sim e ter crença que a maioria escolheu de forma consciente e acertada.

Embora o meu espectro político seja conhecido, vou tentar deixar aqui o meu testemunho de forma imparcial, deixando as ideologias politicas para enésimo plano, sobrepondo-se por isso o valor e a dignidade das pessoas que integram as mais variadas organizações politicas, neste caso as candidaturas que existiram para a Câmara Municipal de Silves e para a Junta de Freguesia de São Marcos da Serra em particular.

Todavia, começo por dizer que os resultados para a Camara Municipal, me deixaram de certa forma boquiaberto, no que respeita á vencedora do procedimento eleitoral que se realizou no passado dia 29 de Setembro, não por falta de mérito da candidata, não por falta de conduta, de seriedade e de honestidade e até mesmo duma presumível competência para o cargo que agora vai ocupar, mas sim por verificar um descomedimento de confiança exacerbada por parte dos outros dois candidatos, o Dr. Fernando Serpa e o Prof. Rogério Pinto, PS e PSD respectivamente, que ainda não tinham contactado com a população e já tinham ganho as eleições. Os resultados foram elucidativos, mostrando que NUNCA há vencedores antecipados!

A Prof. Rosa Palma, pela forma dedicada como fez campanha, apostando na proximidade com os munícipes, trazendo para debate coisas simples mas uteis, foi reconhecida e ganhou.

 Há que admitir que mereceu por isso ganhar as eleições, e mesmo eu que votei PSD, lhe reconheço mérito e dedicação, desejando-lhe terminantemente felicidades e força de vontade no exercer das suas funções autárquicas.

O Dr. Fernando Serpa, pouco, mas muito pouco tenho que dizer acerca dele, conheço mal o Sr. Dr., tendo falado com ele duas vezes, uma conversa breve de escassos 20 ou 30 minutos, parecendo-me uma pessoa educada e formal, muito teórico e pouco realista acerca das necessidades do concelho e deu-me a entender que havia falta de substancialidade nas suas propostas e em quem o rodeava. Mas isto sou eu a palpitar, respeitando quem diverge da minha opinião.

O Prof. Rogério Pinto, deixem-me que vos diga, mostrou-me ser um homem não político, dedicado, sério, honesto, prático, apostado em contribuir de forma indubitável para uma melhoria da qualidade de vida no concelho de Silves, que foi apanhado de surpresa no estrear das suas funções como Presidente da Câmara por uma catástrofe que atingiu a cidade, que com a ajuda de todos, mostrou celeridade e competência na resolução dos problemas que na altura se lhe colocaram. Esteve bem em várias situações, diria até em muitas situações, mas errou na fase final, errou ao apresentar na lista de vereação algumas pessoas que por si só nunca deram nada ao concelho, extenuadas de ideias e de soluções, sem carisma nem aceitação, e algumas delas sem credibilidade reconhecida. Pagou o justo por o(s) pecador(es)!!

 

Agora São Marcos da Serra, esta sim, a Serra esquecida durante muitos anos, mas lembrada pontualmente quando há festas e provas gastronómicas.

É bom saber que todos os políticos do nosso concelho se batem por uns escassos oitocentos votos que assiduamente vão ás urnas por altura de eleições autárquicas na nossa freguesia, diria mesmo que espremer o sumo da laranja, cheirar as rosas ou ceifar as poucas espigas que ainda existem na freguesia é ponto de ordem para todos os que se candidatam á Câmara Municipal, mas depois desaparecem, aparecendo só nas tais situações pontuais que acima referi.

Podem não gostar que diga isto, mas a Dr.ª Isabel Soares, fazia a diferença no que respeita á proximidade com a população de São Marcos da Serra e sendo essa a minha opinião, há que ser aqui dita, porque vi e presenciei muitas vezes isso acontecer.

Começaria por reconhecer na candidatura da Eng.ª Rosa Guerreiro, uma saudável alternativa por parte da CDU para a Junta de São Marcos da Serra, quando no passado se verificava uma certa névoa permanente por parte de quem encabeçava a lista daquela estrutura para a junta, agora até eu senti uma lufada de ar fresco, com alguém útil, dedicado e com vontade de contribuir para o bem comum, séria e honesta, em suma transparente e sem interesses pessoais aparentes. Embora fosse visível a inexperiência e algum desconhecimento no contorno da gestão autárquica, pois ninguém nasce ensinado, mas estou certo que a candidata com a sua persistência, aprenderia com a maior brevidade possível.

O Eng.º Ricardo Guerreiro, jovem empresário, secretário da Junta de Freguesia de São Marcos da Serra desde 2009, foi com alguma certeza que vi na sua candidatura á presidência da Junta de Freguesia uma continuidade agoniada, onde lhe faltava alguma, senão muita autonomia na apresentação de propostas com exequibilidade e dotadas de realismo, até ouso dizer que talvez isso se devesse a um número dois da sua lista, impossibilitado de se candidatar, que veio a contribuir junto de outros factores para uma vitória FOLGADA e merecida por parte do candidato do PSD.

Dizia o candidato do PS numa rede social há tempos atrás

 “Conheço muito bem a freguesia de São Marcos da Serra, casa a casa, pessoa a pessoa... A nossa freguesia é grande, conto com a colaboração de todos. Ninguém ficará para trás! Adquiri experiencia e conhecimento enquanto secretário e estou disponível para São Marcos da Serra, conto com todos! Votem PS!!! “

 Não digo que não tenha algo de verdadeiro no que escreveu, até reconheço que possa ter, não teve foi a aceitação que queria ter ao escrever isto, pois quem conhece a freguesia muito bem, casa a casa, pessoa a pessoa, pode, mas não deve prometer o impossível.

Perseverança, força de vontade, seriedade, honestidade, calma e serenidade, vitalidade e dinamismo, são algumas das características do candidato vencedor nas eleições do dia 29 para a Junta de Freguesia de São Marcos da Serra. Se numas situações á terceira é de vez, nesta situação em particular á quarta foi de vez! Integrei a lista do PSD á Junta de Freguesia de São Marcos da Serra, pela primeira vez há quatro anos atrás, o candidato era Luís Cabrita. Passados quatro anos, voltei a integrar a lista, precisamente com o mesmo candidato, fi-lo porque tinha a certeza que a opção era correcta e a alternativa era certa e ajustada às necessidades da população. Tentando ser o mais imparcial possível, apartidário de todo e defensor do bem-estar comum na plenitude, não posso deixar de reconhecer as mais-valias que este candidato, agora presidente, trará a São Marcos e á população, o simples facto de saber ouvir os outros representa uma ferramenta única e indispensável numa boa e recomendada gestão autárquica, e nisso tenho a certeza que estará á altura das suas funções. O amor e o gosto pela terra, faz-se com provas dadas, o singrar fácil noutro sitio pode ser por vezes o caminho mais escolhido, mas o facto de se provar que na nossa terra também há gente que luta por uma vida melhor, gente empreendedora e capaz de vencer, faz-nos acreditar que também há gente capaz de olhar por o bem-estar dos outros, nisso tenho que admitir que tanto o Luís Cabrita como a Rosa Guerreiro, demonstram gostar verdadeiramente de São Marcos da Serra.

Porém, gostaria de concluir dizendo que na generalidade, o debate autárquico no concelho de Silves foi marcado por um vazio muito extenso, decepado de ideias e propostas válidas para a dignificação da qualidade de vida dos munícipes, principalmente das camadas mais jovens e muito rico em difamações pessoais, muitas delas baseadas em mentiras de camaradas e companheiros feridos e talvez com algum reumático cotovelar, que com o tempo irá passar.

A história diz-nos quem fomos, mas é a política que tem de nos dizer quem iremos ser!

Para isso muita coisa tem de mudar, principalmente os intervenientes do combate político e bem assim os temas que nele são discutidos.

Obrigado a todos.

Rui Grilo, São Marcos da Serra

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Apesar de nem sempre estarmos de acordo, considero o Luís Ricardo uma voz importante e pertinente deste concelho. Defende as suas ideias com convicção, não se limita a ser critíco... apresenta propostas e soluções. Vive intensamente Armação de Pêra e louvo-lhe a coragem de assumir as posições que assume numa freguesia onde a militâcia PSD é, por assim dizer... "intensa". Obrigado Luís Ricardo.


A transcendência das eleições autárquicas de 2013.

 

----Já andava com uns fernequitos para escrever o que me vai na alma, sobre o resultado das eleições autárquicas do passado 29/9, mas contive-me, achei por melhor deixar que a espuma das emoções e frustrações acalmasse. Mas precisava de tornar público, -para além do ciclo íntimo –as minhas satisfações; dúvidas; angústias e acalmias.

O resultado destas eleições era de uma transcendente importância para Armação de Pêra. Não sei se todos os protagonistas assim o intuíram – espero que a CDU sinta essa responsabilidade-, mas era o futuro de Armação de Pêra que estava em causa; a dignidade e honestidade das instituições públicas; a defesa do Património Público, e, e sobretudo, o extermínio deste lodaçal promíscuo, ilegal e infeccioso que tem sido a actuação dos responsáveis pela Câmara de Silves que em conúbio com interesses particulares, tem vindo a congeminar acções e “promessas”, manifestamente ilegais e altamente lesivas a Armação de Pêra.

----A realidade autárquica não se irá alterar grandemente na gestão da maioria das freguesias: para além da mudança de alguns protagonistas e o sempre bem-vindo refrescamento com novos eleitos e ideias novas. Aos autarcas eleitos para cada Junta, pede-se: dedicação; capacidade imaginativa e sobretudo, proximidade na resolução dos problemas mais prementes em cada comunidade local. Os fracos recursos financeiros não permitem grandes obras. Exceptuam-se a este panorama geral, a gestão corrente nas Freguesias de Silves e Armação de Pêra. Na Freguesia de Silves a gestão corrente é mais desafogada: em virtude das receitas (boas, comparativamente) e dos encargos/despesas (menores) comuns às outras Freguesias e que na sede do concelho são suportados pela Câmara, o que continuará a permitir ao novo executivo, tal como o anterior, ter uma política quase que filantrópica junto dos agentes e associações locais: (música; bombeiros; Silves F.C. e outros). Já em Armação de Pêra, as coisas mudam radicalmente de figura. Nos últimos 16 anos a Junta de Freguesia: para além de dispor de recursos extra às outras freguesias –a exploração balnear de concessões na praia- não realizou qualquer obra –exceptuando a execução do protocolo de descentralização acordado com a Câmara- tem servido como entidade menor a mando dos interesses e pulsões do executivo camarário. Em Armação de Pêra não existem quaisquer equipamentos que contribuam para a coesão social/cultural/recreativa, propostos ou criados com a iniciativa da Junta de Freguesia. Para além da listagem de intenções proposta nos programas eleitorais, a que chamam: “Projectos a executar nos próximos 4 anos”, não se vislumbra a concretização de nenhuma promessa eleitoral.

A equidade, que se espera, no apoio às Juntas de Freguesia, por parte da Câmara, não permitirá que a inercia e amorfismo, quase que endémico: de como a Junta de Freguesia tem funcionado, se prolongue. Nem nos parece –para mal de Armação de Pêra- que os novos eleitos tenham –e desejem-capacidade de reformular práticas e vícios antigos: com os quais já conviveram e até alimentaram.

----É pois, na nova gestão da Câmara de Silves, que residem as nossas –fundadas- esperanças na defesa e dignificação de Armação de Pêra.  O passado foi-nos demasiadamente penoso e usurpador: delapidaram muito do nosso Património e não apetrecharam esta comunidade de quaisquer equipamentos que contribuam para a coesão social e o amenizar da exclusão e precariedade de trabalho/rendimento –fruto de uma cada vez mais curta e acentuada sazonalidade da época turística -.

O passado da gestão CDU, não nos deixou boas memórias. A irresponsabilidade de como foi tratado o património herdado á Junta de Turismo local, é de isso exemplo. O terreno a norte do antigo Hotel Garbe e que confina com o barranco de Vale de Olival, um nobre espaço que hoje poderia albergar alguns dos equipamentos necessários à melhoria e dignificação da principal –única!-actividade desta terra: o turismo, que por inépcia e laxismo do anterior executivo de responsabilidade CDU, não está devidamente disponível e legalizado como Património Público, tal como foi legado.

Estamos confiantes que as práticas do novo executivo camarário, presidido por Rosa Palma, para Armação de Pêra, seguirão em coerência com as acções e promessas, expressas e prometidas. Isto é: a reabilitação patrimonial e ambiental; a dignificação dos espaço públicos e a conclusão das obras do POOC –Plano de Ordenamento da Orla Costeira -; a inclusão do PPAP-Plano de Pormenor de Armação de Pêra- na revisão do PDM –Plano Director Municipal- e a salvaguarda de todas as zonas REN –Reserva Ecológica Nacional- não permitindo o branqueamento de projectos ilegalmente aprovados em zonas de exclusão.

----Armação de Pêra, hoje respira com algum alívio, depois de remoção do torniquete que a amordaçava há mais de 16 anos.

Temos esperança e acreditamos que o novo executivo camarário saberá harmonizar as sempre bem-vindas iniciativas dos agentes empresariais particulares, com os interesses superiores do progresso, da melhoria da economia local e concelhia, e, e sobretudo, com a defesa intransigente dos valores: da nossa memória colectiva; do nosso património e das aspirações legítimas, de melhoria de vida para a nossa comunidade.

----Esperemos que nenhum canto de sereia perturbe a determinação que Rosa Palma prometeu para Armação de Pêra----

----Não me debrucei e propositadamente, sobre os protagonistas das diversas vicissitudes da última campanha eleitoral autárquica: partidos e movimentos; listas; programas; promessas e outros actos de natureza menos digna. Sou militante do PS, e era apoiante incondicional do candidato proposto à Câmara Municipal: Fernando Serpa, não me revia em muitas das propostas programáticas para o concelho, mas no essencial, e sobretudo, o que era proposto para Armação de Pêra, tinha o meu aval e concordância.

Sentir-me-ia muito mais confortável e agradado se o PS tivesse ganho!

Mas como armacenenses e preocupado com o futuro de Armação de Pêra e suas gentes, o objectivo primeiro e o essencial, era a remoção de Rogério Pinto e o PSD da gestão da Câmara de Silves. As sanguessugas e abutres que dilaceravam ebanqueteavam com Armação de Pêra, morrerão naturalmente e pela falta de alimento que o PSD durante mais de 16 anos lhes franqueou.

 

----Nas eleições de 29 de Setembro, Armação de Pêra ganhou! Ganhou, pelo menos, o sonho de aspirar a um futuro mais digno e promissor!

----Eu, como armacenense que ama a sua terra, também ganhei!

Parabéns aos vencedores: sobretudo à Rosa Palma e à CDU e que não se esqueçam que estamos cá para lhes escrutinar o cumprimento das promessas!

 

Armação de Pêra, 5 de Setembro de 2013

Luís Ricardo

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Para muitos Joana Cabrita será um nome desconhecido no panorama político silvense. É uma jovem, natural de São Marcos da Serra, que está no segundo ano da Faculdade de Medicina de Lisboa, e que, na minha opinião, tem pela frente um futuro promissor... Não só como médica, mas também como cidadã influente deste concelho. Apesar de a conhecer desde pequena, apenas recentemente lhe conheci os dotes de liderança, as ideias bem definidas, a garra e o gosto pela política. É assumidamente uma mulher de direita e alguém que temos que nos habituar a ouvir, para bem do nosso concelho. Obrigado Joana.


 

Encerrada a agitação em torno das Eleições Autárquicas 2013, chega a altura de reflectir sobre tudo o que se passou, nas últimas semanas, no concelho de Silves. Das várias eleições a que assisti na minha vida, foram talvez as mais imprevisíveis, sobretudo importantes. Não só para mim, que votei pela primeira vez, mas também por aquilo que representam as eleições, face a actualidade do país. Estive a par, desde cedo, das campanhas dos vários candidatos do concelho, para a Câmara Municipal e Juntas de Freguesia, sobretudo daquela que me diz respeito, São Marcos da Serra. E tenho que admitir que os resultados me surpreenderam.
Em relação ao PSD, notou-se a diferença de investimento na campanha deste ano em relação a campanhas passadas. Deveria ter começado mais cedo. Apesar de acreditar que Rogério Pinto tinha capacidade para continuar como presidente, reconheço que era preciso mais. Mais força, mais mobilização nesta campanha. O melhor e o pior de vários mandatos PSD em Silves, nas últimas décadas, em conjunto com a imagem actual do PSD no país, influenciaram decisivamente o desfecho. Quanto à Junta de Freguesia de São Marcos, foi imensa a felicidade na hora do resultado final (esta minha apreciação vale o que vale, seria a mesma caso não fosse tão próxima do candidato): finalmente fomos capazes de votar pelos candidatos e de dar oportunidade a quem quer fazer algo.
Do lado do PS, a festa foi grande. Sim, a festa pré-autárquicas, pois a posterior fora cancelada pelos resultados. De facto, este foi o grande erro da campanha. Se o PSD começou um pouco tarde demais, o PS foi o extremo oposto e cansou as pessoas. Quem observasse de fora diria que seria o vencedor do concelho, tendo em conta o que investiu na campanha. Porém, faltou conteúdo. Além disso, não foi uma campanha isenta, como considero as restantes, na generalidade. Houve intrigas e descredibilização de listas adversárias, referindo-me a certos episódios. Portanto, acho que o desenlace falou por si, e mostrou que a democracia ainda sabe ser justa.
Quanto à CDU foi, sem dúvida, a grande vencedora do concelho. Foi uma campanha serena, idealista, que moveu as pessoas. Ainda que não seja apoiante do partido, penso que os candidatos mostraram credibilidade (e em autárquicas os candidatos são o fundamental). Tal facto, em conjunto com a situação do país e o sentimento das pessoas em querer mudar, proporcionou o resultado final. Parabéns, espero que Rosa Palma seja uma boa autarca, gosto de ver uma mulher a comandar Silves.
Por fim, mas não menos importante, o BE afirmou-se nestas eleições. Ainda que não tenha obtidos os resultados pretendidos, acho que foi um passo para aqueles que acreditaram no projecto. Desde início, simpatizei com a campanha. David Marques tinha boas propostas, de futuro. Conheço vários membros das listas e sei que poderiam trazer imenso ao concelho. Tenho pena que a votação não tenha sido mais expressiva para este candidato.
Enfim, após estas reflexões, é altura de pensar no futuro do concelho. Houve mudança, foi bom, a democracia é assim mesmo.
Espero que os próximos 4 anos marquem a diferença, e que Silves tenha a oportunidade de mostrar o que vale, que é imenso.

 

Joana Cabrita

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António Guerreiro é uma figura incontornável da política silvense. Um homem de esquerda, de convicções fortes e alguém que, talvez pela sua profissão (Professor de Matemática), lida bem com a "frieza" dos números e com o "calor" dos momentos. Obrigado pela participação. 


É necessário implodir as práticas políticas deste concelho de Silves!

O PSD viveu à sombra da dra. Isabel Soares e da miragem económica da sua família numa lógica de aniquilação de todos aqueles que manifestaram desconfiança sobre a gestão dos negócios em torno da CMS e das empresas familiares e da insustentabilidade do Instituto Piaget. Agora a Fábrica do Inglês está fechada e a Universidade não tem alunos. A estratégia política da família Silva implodiu!

O PS tem vivido em torno dos mesmos protagonistas há 20 anos. Todos saíram derrotados com maior ou menor expressão. O PS não tem aderência à população do concelho de Silves. Num mar de rosas pelo algarve ficou reduzido a um humilhante terceiro lugar. O PS em Silves implodiu!

O BE patinou nas contradições entre gente jovem entusiasta sem experiência da política real e uma meia dúzia de homens que acreditam que os metalúrgicos de fato de ganda ainda vão tomar o poder. A fação UDP minou a vontade de jovens inexperientes e fez implodir o próprio futuro do BE.

A CDU ainda não implodiu, mas para lá caminha se não tiver a coragem de atrair, nestes próximos quatro anos, pessoas com reconhecido mérito pessoal e profissional, por todo o concelho, com especial incidência na freguesia de silves e no sul e litoral do concelho, para crescer e governar ligada com as pessoas reais. Se em quatro anos continuarem fechados no seu casulo, alimentado por camaradas militantes desde 74 – os mesmos de sempre, e não aproveitarem para renovar os seus quadros com mulheres e homens de elevado mérito social, acabarão por implodir daqui a 4 anos.

Contudo, para governar o concelho de Silves é preciso fazer implodir todos os vícios e os subterrâneos de negócios e negociatas entre o poder político e o poder económico e social. Só implodindo as práticas políticas deste concelho é possível governar para os cidadãos deste concelho e já agora implodir alguns dos negócios ruinosos para o futuro da humanidade e do concelho de Silves.

Anseio pelo dia que haja uma explosão de criatividade e modernidade para o concelho de Silves. Espero que a presidente mestre Rosa Palma esteja à altura para fazer implodir as velhas práticas políticas deste concelho e fazer explodir uma nova prática política no concelho de Silves.

António Guerreiro

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Outras das pessoas que prontamente acedeu ao meu convite foi o Dr José Paulo Sousa, ex-vereador do PSD na CMS, actual Presidente e dinamizador da Associação Amigos de Messines e, entre muitas oiutras coisas, influente comunicador que "deambula" entre Messines e Silves. O meu agradecimento pela honra que me concedeu em partilhar neste blog a sua opinião.


antes de escrever quero fazer uma declaração de princípios...

 

este texto representa o pensamento de alguém que acredita que os sacrifícios que estão a ser feitos, são necessários.

de alguém que tem e assume uma visão neoliberal da economia e da politica e que tem uma aversão quase endémica ao Estado Social.

de alguém que tem, também, duas qualidades/defeitos;

aceita as ideias dos outros, mesmo não concordando com elas e diz abertamente aquilo que pensa seja politicamente correcto ou não.

nas linhas abaixo vai o que penso sobre a votação do dia 29 de Setembro no concelho de Silves.

 

no passado domingo o povo votou, no concelho de Silves, como votou em mais trezentos e sete concelhos.

 

no nosso torrãozinho ao contrario do que se diz aí não foi a CDU da Dr.ª Rosa Palma que ganhou, essa obteve escassos 5495 votos, quem ganhou foi o poderosíssimo partido da abstenção que arrasou com 14703.

dá que pensar!

se a estes se juntarem os 686 votos brancos e os 470 votos nulos, preto no branco de 30547 eleitores 25053 não votaram CDU nem na Dr.ª Rosa Palma.

 

podia fazer o mesmo exercício para os outros dois candidatos e a situação ainda seria mais gravosa ...

 

podemos ver isto por outro prisma as politicas que a troyca impõe ao povo Português foram sufragadas por 52,94 dos votantes soma das votações e percentagens dos Partidos do centrão PS e PSD, isto apesar de imensamente criticadas e empoladas pela comunicação social, avida de noticias e de sangue o povo Português é um povo tendencialmente honesto e que sabe que tem de pagar o que deve.

 

e dito isto, o povo de Silves alheou-se do futuro do concelho 48.13 não se dignaram a ir ás urnas e 7.29% deram-se ao trabalho de lá ir sem escolherem ninguém dos que se candidataram.

 

só posso dizer está bonito está.

 

ganhou a CDU e a Dr.ª Rosa Palma, porque conseguiu capitalizar o descontentamento das inevitáveis politicas de ajustamento impostas pelo governo central, esse mérito teve-o; conseguir capitalizar, mas também não se pode esquecer duas, ou três variantes;

 

- o concelho de Silves é um concelho sociologicamente de esquerda.

 

- a ultima força politica a governar ,antes dos dezasseis do governo da Dr.ª Isabel Soares, foi a CDU.

 

- o protesto de uma franja , mais ideologica do eleitorado ia no sentido de fossem quais fossem os candidatos apresentados pelo PSD, pois que o CDS/PP quase não existe, tinha que penalizar esses candidatos ou seja, o povo pensou e quanto a mim erradamente, podes até ser o melhor candidato, mas és da cor do Governo , não posso penalizar o Governo logo penalizo-te a ti.

 

por isso para quem tivesse olhos de ver saberia à partida que o desgaste do Governo;

o quase desmantelamento do PSD a nível local, pois que a politica da Drª Isabel Soares de se incompatibilizar ou ostracizar todos os quadros que com ela trabalharam ao longo dos anos deixou um vazio de experiencia e conhecimento, que não foi nem de perto nem de longe superado pela avalanche de apaniguados novinhos, com muita formação mas sem experiencia de vida;

mais a fraquíssima qualidade das listas apresentadas, excepção feita ao Professor Rogério Pinto, ao Sérgio Antão e ao Luís Cabrita, levaria a uma mudança de cor politica na Câmara Municipal, restaria saber que a cor seria Rosa ou Azul , longe vão os tempos em que o PSD era Laranja e o PCP Vermelho ...

 

o trabalho era das máquinas partidárias.

pois que as propostas eram, no meu modesto entendimento, muito iguais e quem é que perde tempo a ler aquelas letras pequeninas.

os candidatos, que sobravam e não contabilizo o David do Bloco de esqueda que não entrava desde logo nestas contas, eram os dois credíveis, tinham ambos anticorpos e combatiam para capitalizar os votos dos desempregados e dos descontentes e desiludidos com o PSD.

era um trabalho de paciência ... acho que ambos os candidatos a tiveram.

sobrava uma variante, o partido de onde cada um era oriundo, será que a Rosa segurava os votos da CDU? será que o Serpa segurava os votos do Partido Socialista?

 

aqui, uma vez mais no meu modesto entendimento, residiu uma das  razões da vitória da Dr.ª  da Rosa Palma.

os comunistas ( e não é depreciativo o titulo) são fieis ao Partido, depois de escolhido o candidato porfiam no mesmo sentido e ponto final honra lhes seja feita nisso , como certamente em outras coisas, são bons tem uma militância exemplar.

o Partido Socialista, daquilo que me deu a entender, pareceu um saco de primas donas com um instinto de lacrau, o Serpa não foi aceite, não sei e nem tenho de saber porquê por uma parte do Partido e quando há contra correntes , não há Vieira da Silves , Seguros  ou Zorrinho que valham, uma parte do partido socialista , não trabalhou nem votou Fernando Serpa.

 

por isto posso afirmar o PSD apesar da valia do seu candidato, trabalhei com ele 5 anos sei do que falo, estava condenado.

 

a professora Rosa Palma e a maquina bem oleada da CDU trabalhou porfiou e ganhou , os meus parabéns ,aliás bem cedo endereçados.

 

o PS autoflagelou-se e perdeu uma oportunidade de ouro para reocupar uma câmara que lhe foge desde 1993 do mandato José Viseu/Francisco Matos.

 

honra aos vencidos, gloria aos vencedores.

 

a vencidos e vencedores tomem em atenção o fortíssimo cartão encarnado que levaram do concelho via abstenção e votos brancos/nulos.

 

para concluir posso dizer a vitória da cdu foi mais uma vitoria de transpiração que de inspiração, mas isso é o meu pensamento só isso.

 

até já!

José Paulo Sousa

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Elisabete Rodrigues é um nome bem conhecido para quem segue a política local. A jornalista e Directora do Sul Informação segue atentamente e há vários anos as vicissitudes do poder local no Algarve. Para mim é uma honra poder partilhar com os leitores do blog a sua opinião. Obrigado.


A vitória de Rosa Palma, da CDU, em Silves, foi uma das maiores surpresas da noite eleitoral algarvia. Talvez não tenha sido tão grande surpresa para quem acompanha a par e passo as questões políticas e autárquicas de Silves, mas para mim, que acompanho esses temas com algum distanciamento, foi.

Mas, no fundo, pensando bem, foi uma vitória expectável, tendo em conta que as candidaturas quer do PSD (Rogério Pinto), quer do PS (Fernando Serpa), se apresentavam algo fragilizadas.

O PSD pelo facto de Rogério Pinto ter, no fundo, ficado com o menino nos braços quando Isabel Soares trocou a autarquia por uma empresa pública.

O PS pelo facto de Fernando Serpa, enquanto vereador nos quatro anos anteriores, não ter conseguido afirmar-se como o líder da oposição.

Além disso, na pré-campanha e depois na campanha, as candidaturas do PSD e do PS concentraram-se apenas em guerrear-se uma à outra...e esqueceram-se da candidatura da CDU...

O concelho de Silves sempre teve uma forte implantação dos comunistas, a Câmara já teve à sua frente um autarca comunista, havia já duas freguesias geridas por eleitos da CDU. E, mesmo assim, nem o PSD nem o PS se aperceberam do “perigo” que daí poderia advir...E foram ultrapassados pela esquerda.

Mas é óbvio que não foi apenas por desatenção dos outros que Rosa Palma levou a CDU à vitória. O seu trabalho ao longo de quatro anos como vereadora, ela, sim, verdadeiramente da oposição, o seu perfil calmo, algo discreto, mas muito interventivo, acabou por garantir-lhe a vitória.

Nestas coisas das eleições, costuma sempre falar-se em vencedores e vencidos. Vencedora foi, claramente, Rosa Palma. Vencidos foram, obviamente, Rogério Pinto e Fernando Serpa.

O primeiro porque perdeu a presidência da Câmara e desceu para o segundo lugar entre as preferências dos votantes silvenses. O segundo porque não ganhou a Câmara, perdeu um vereador dos três que tinha antes, e até desceu para terceiro lugar em número de votos.

A terminar, direi apenas que a vida de Rosa Palma à frente da Câmara de Silves não será fácil, já que não tem maioria no executivo (três mandatos para a CDU), graças aos dois vereadores que tanto PSD como PS conseguiram eleger. E os comunistas não têm também maioria na Assembleia Municipal.

Ou seja, a sua governação autárquica terá de passar por muito diálogo, muita consensualização. Haja capacidade, de todas as forças políticas, para esse diálogo!

Elisabete Rodrigues

Jornalista, diretora do Sul Informação

 

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Pedi a vários amigos, conhecidos e "players politícos" locais que escrevessem sobre as Autárquicas 2013 e sobre o futuro político do concelho. Começo com o texto da Sónia Oliveira, a Presidente e fundadora da Associação Amigos d'Armação, um "fervorosa" armacenense que nunca escondeu a sua simpatia pelo PS. O meu obrigado à Sónia.


Fui de certo modo surpreendida pelo amigo Paulo Silva que me endereçou o convite para "opinar" sobre os resultados destas eleições. Ena! Pensei, mas porque raio alguém há-de querer saber a minha opinião sobre estas autárquicas, bem, mal não faz, aceitando o desafio, aqui vai:

 

Aquando da pré-campanha, já tinha em mente que não iria meter-me nestas andanças, daí que decidi ficar de fora. Eu tinha o pressentimento que finalmente iria acontecer uma mudança neste concelho, por todas as razões e motivos que o Paulo já explanou aqui no seu blog, tinha o pressentimento que a luta seria travada entre Serpa e Rosa Palma. Qualquer que fosse o vencedor, a mim agradava-me, não que seja alérgica ao Prof Rogério, mas sinceramente com tanta trapalhada que houve, o meu espanto foi há 4 anos, a reeleição de Isabel Soares, é que a minha veia de esquerda não me permite imaginar que o povo eleja pessoas que estão sob suspeita de coisas como Vigas D'ouro, PLMJ's etc.

 

A surpresa destas autárquicas para mim veio mesmo de Armação de Pêra, terra em que tenho hoje a certeza que quem ambiciona ser Presidente de Junta terá de candidatar-se pelo PSD, ou então nem vale a pena o esforço. Ricardo Pinto pode até ser um excelente director desportivo, no entanto esteve 4 anos na Junta e nada se notou de diferente, ou então eu sou muito distraída...

Mas o povo elegeu e com maioria, para além disso, também votaram no Rogério Pinto o principal personagem do inesquecível Verão 2013, mais mediático ainda que o tornado de Silves, o que reitera a minha tese de terra PSD não importa porquê! Sugiro então que a Rosa Palma ressuscite a festa da laranja tendo como palco Armação de Pêra, ficava muito bem!

 

Eu acho que esta campanha pautou pelo baixo nível, pelos comentários que via na net baseados somente em pura difamação, era notório que o alvo a abater era Fernando Serpa. Pouco se falou de Rogério Pinto que era o Presidente atual e tinha sido o Vice-Presidente de Isabel Soares, se calhar também não merecia a atenção, todos já interiorizávamos a ideia que a sua jornada já estava terminada. Enfim faltou o debate de sugestões e ganhou o dos ataques pessoais.

 

O arranque precoce de Fernando Serpa, ou o tardio de Rogério Pinto, não justificam a meu ver estes resultados, para mim ganhou quem na realidade fez um jogo de equipa, com uma estratégia bem definida, essa foi sem dúvida a equipa de Rosa Palma.

O David fez o papel de relâmpago, lançando uma lufada de ar fresco e uma maneira inovadora de estar em campanha, por esses momentos valeu a pena.

 

Para mim, para além da campanha no terreno que pouco acompanhei, o debate foi decisivo, espelha um pouco o que foi a campanha, pois apesar de nem toda a gente o ouvir, muita gente o comenta, e o passa palavra meus amigos, é uma coisa arrasadora. Meio debate, se repararam, esteve envolto em Armação de Pêra, com as trapalhadas do Verão, Rosa Palma arrumou o debate nas coisas mais elementares, o "complexo" desportivo de Armação em que o chama de campo de futebol com contentores em volta, e o caso da falta de seguro das piscinas Municipais, outra coisa elementar.

O David esteve um pouco fora, o Serpa ao ataque sem sentido e o Rogério tentando fazer do pesadelo que é o estado do concelho num conto de fadas, quando já todos sabemos que a verdade é negra.

 

Estas coisas ficam no ouvido do povo que não está com pachorra para discursos cheios de nada, explicações que não entende, não porque não as consiga perceber, mas porque não fazem qualquer sentido.

 

Por isso para mim surpresa só mesmo em Armação de Pêra e de algum modo a discrepância enorme em Messines.

Que ia haver mudança, isso já eu sentia há muito, e estou contente por isso, não só por mim, mas por todos!

 

E confesso com pena que o Serpa não tenha convencido.

 

Bem hajam.

 

Sónia Oliveira, Armação de Pêra

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Começo hoje a postar uma série de textos da autoria de várias personalidades da nossa região, que gentilmente acederam a comentar os "surpreendentes" resultados das últimas Eleições Autárquicas. Tratam-se de pessoas de vários quadrantes políticos, de várias profissões e credos. Todos eles são leitores habituais do Penedo Grande e pessoas que, nem sempre concordando, muito estimo.

Os textos são aqui publicados tal e qual como me chegam, sem cortes nem qualquer censura... Esta é a "casa das opiniões divergentes".

O meu muito obrigado a todos os que aceitaram o desafio e também àqueles que não aceitaram por motivos que compreendo.

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No rescaldo das Autárquicas 2013, quando as “facas longas” começam a ser puxadas em pelo menos duas sedes partidárias locais, é tempo de postar a minha análise aos resultados. Enquanto alguns dizem que “já esperavam” o resultado destas eleições, eu assumo aqui que fiquei surpreendido. Foi uma boa surpresa.

Na verdade, e tal como aqui escreveu o António Guerreiro, as conversas que ia tendo com as pessoas nas ruas, e com amigos de todas as candidaturas, nas redes sociais ou pelo telefone, diziam-me que a campanha do PS estava a falhar redondamente. Quando, numa terra pequena e sem grandes ligações ao mundo exterior como São Marcos da Serra, idosos comentam a falta de ética da campanha socialista, é caso para se pensar que talvez tenham ido longe demais. À falta de propostas e de ideias concentraram-se em duas questões: apelar ao voto de protesto e apresentar defeitos dos concorrentes.

Mas a famosa sondagem, que dava uma vitória folgada ao PS, fez-me pensar que talvez o “mensageiro moldasse a mensagem” à minha pessoa, transmitindo-me aquilo que eu gostaria de ouvir. Olhando para outras sondagens, que davam boas indicações e sinais claros de que o PS iria ter uma noite triunfal a nível nacional, pensei que a coisa estaria quase decidida. Alguns sinais de confiança que foram chegando de gente da campanha socialista pareciam indicar que me estava a escapar alguma coisa. O próprio cabeça de lista parecia estar apenas focado em Rogério Pinto, com uma atitude de quem já tinha garantida a vitória… ao ponto de, por exemplo, ter enviado SMS a candidatos do PSD a órgãos autárquicos locais, a ironizar com o episódio do Kamov, esperando talvez que lhe retribuíssem a brincadeira.

Ao mesmo tempo que a sondagem fazia crer numa vitória previsível, a vertiginosa vinda a Silves de personalidades centrais do PS demonstrava que nada ainda estava ganho. João Proença (um apoio quase tão bom como o de Arthur Ligne, num concelho que já provou ter memória), Vieira da Silva, António José Seguro, Carlos Zorrinho… foram apenas alguns. A falta de entusiasmo e de pessoas nessas sucessivas visitas diziam que algo estava errado. E estava. A “Confiança na Mudança” não passou afinal de “Excesso de Confiança na Mudança".

 

 

Do lado do PSD as coisas sempre me pareceram mais claras. Com o fim de ciclo Isabel Soares, a insatisfação generalizada da população contra o Governo, as dificuldades de afirmação de Rogério Pinto como líder, a fraca qualidade das listas apresentadas (com militantes importantes a ficarem de fora) e as lamentáveis cenas do verão em Armação de Pêra, a derrota era o resultado que reunia maior probabilidade. As ruas confirmavam essa minha ideia e apenas alguns elementos do aparelho laranja aparentavam estar confiantes na vitória. Além disso, tal como nos tempos de Isabel Soares, a máquina do PSD começou a campanha muito tarde… o que para um Presidente com apenas 12 meses de activo e ainda desconhecido em algumas zonas do concelho me pareceu errado.

De qualquer forma a campanha do PSD foi leal, concentrando as suas atenções nas freguesias onde se reunia o eleitorado mais fiel e deixando de parte (ou pelo menos dedicando menos tempo) Messines. Algo que não é novidade no PSD.

A CDU fez uma campanha em crescendo, bem planeada, com objectivos bem definidos, com humildade e muito trabalho. Sem ter ainda (porque até é normal que assim seja) uma liderança carismática, apostou no trabalho de equipa. Gastando menos do que as outras duas principais candidaturas conseguiu envolver mais pessoas. Passou para o exterior duas mensagens importantes, que encaixaram como uma luva nos anseios da população e nas expectativas que todos tinham para estas eleições: “esta é a única candidatura que na realidade configura uma mudança”; “esta é uma candidatura acima de um partido, repleta de independentes e gente com provas dadas a servir as populações desinteressadamente”.

Como o trabalho de casa estava bem feito (desconfio que há dedo do Francisco Martins nisto :) ) focou-se em Messines e Silves, com “tiros certeiros” nas outras freguesias onde foi capaz de auto-reconhecer algumas limitações. Uma estratégia que resultou em pleno e que comecei a ver com maior clareza quando, perto das 20H, recebi os resultados de São Marcos da Serra: vitória do PSD para a Junta de Freguesia e da CDU para a Câmara Municipal! Nunca esqueçam que a votação de São Marcos da Serra para a CM sempre foi um excelente barómetro.

O BE teve um papel importante nestas eleições. Acredito que contribuiu imenso para os resultados, não pela sua votação, mas sim pelo trabalho de “despertar” as mentes silvenses para a necessidade de uma mudança. O David está de parabéns. Marcou o seu espaço, marcou a diferença… merecia ser eleito para poder contribuir mais activamente. Infelizmente, tal como aqui escrevi, o BE tem um espaço político exíguo em Portugal e David Marques foi a votos sem o apoio que merecia.

Espero sinceramente que esta equipa eleita dê o seu melhor. Tenho a certeza de que terão a capacidade, o conhecimento e o apoio de todos aqueles que, antes das suas ambições pessoais, querem o melhor para o concelho de Silves. Quero também felicitar todos os candidatos eleitos e agradecer a todos os que, com os valores da ética e a sua terra em primeiro lugar, participaram nestas eleições. Bem hajam. 


PS. Fiquem atentos, teremos declarações importantes neste blog para breve.

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