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BTT - Não são muitas as vezes em que Messines é noticia pelas melhores razões e por isso achei por bem dedicar parte do texto deste mês a uma dessas ocasiões. Falo-vos do estrondoso êxito que foi a Maratona BTT organizada pela ExtremoSul. Numa palavra: Brilhante!

 

Raramente um evento desportivo agrada a todos. Os que ganham quase sempre gostam, os que perdem quase sempre protestam contra a má organização e os que estão a assistir dividem-se entre um “esteve muito bom” ou um “foi uma porcaria”, passando pelo “já vi melhor”. Neste caso da ExtremoSul todos os que ouvi e li foram unânimes em considerar a organização de fantástica e a prova de muito boa. É por isso caso para todos os messinenses agradecerem ao Ricardo, ao Pedro, ao Rui, ao Peixoto e a todos os outros que organizaram o evento pela óptima imagem que deram à vila e ao concelho.

 

Importa também realçar o apoio que a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia e a Caixa Agrícola deram ao evento. A presença da presidente da câmara na hora da partida justificou-se plenamente e conferiu ao evento a dimensão concelhia… Vamos ver se para o ano temos a Governadora Civil.

 

Lançando a “bicadinha” do costume: apenas resta dizer que para tudo ter sido perfeito, perfeito… só faltou o jardim municipal estar pronto a tempo de receber o evento. Já se sabe que perfeita, perfeita só mesmo a tal cerveja que o Bruno Nogueira anuncia. Vamos ver se na 4ª maratona já temos jardim…

 

REN – Seria incontornável não falar nos cabos de Muito Alta Tensão que ameaçam os telhados dos habitantes de Vale Fuzeiros. Trata-se de outro assunto na “berra” que colocou a freguesia e o concelho em destaque pelas piores razões. Pessoalmente parece-me que, à semelhança de outros casos, se tem feito muito “barulho” e avançado muito pouco. Mais uma vez transformou-se o caso numa questão política que serve para os partidos cá da terra - e os dois precoces candidatos à Câmara - se “acotovelarem” na tentativa de sair bem na fotografia.

 

Sou completamente contra o traçado apresentado. Por todas as razões que o leitor já conhece e por mais uma que, provavelmente, também já lhe terá passado pela cabeça: fará sentido desviar uma auto-estrada, ou uma ponte, por causa das alterações provocadas pelo ruído e poluição no ecossistema de espécies animais - tendo por isso custos mais elevados - e em seguida colocar 220 KV por “cima das cabeças” de homens, mulheres e crianças? Para mim não faz sentido quando, com menos lucros para os accionistas da REN, se poderia “preservar a nossa própria espécie” desviando para norte a linha de Muito Alta Tensão.

 

GNR – O Ministério da Administração Interna está a remodelar e a reequipar as forças de segurança já há algum tempo. Sendo do conhecimento geral que aos militares da GNR não assiste o direito de reivindicar seja o que for julgo que temos, na qualidade de interessados, o dever de ser nós a chamar a atenção para as evidentes carências evidenciadas pela GNR de Messines ao nível de equipamento e infra-estruturas. Olhemos por exemplo o “parque automóvel”: Supondo que a patrulha está no Mouricão e ocorre um assalto na Azilheira… tenho para mim que aqueles jipes, mesmo “prego a fundo”, chegariam ao local do assalto mais ou menos à mesma hora que os assaltantes chegavam à Cova da Moura.

 

A zona de acção da GNR de Messines abrange perto de 15.000 pessoas e duas imensas freguesias – São Marcos da Serra e Messines – sendo que muitos desses habitantes vivem isolados e perigosamente expostos a todo o tipo de “bandidos” e indivíduos sem escrúpulos. Não basta por isso uma “pistola” a cada militar e um “colete à prova de bala” por posto para dizer que se “reestruturou por completo” as forças de segurança em Portugal.

 

JFM – É, no mínimo, curioso que numa terra com 2 Museus e várias instituições dedicadas à cultura seja a Junta de Freguesia a dedicar-se à promoção e realização de eventos culturais de interesse. Não me vou pronunciar sobre o trabalho do presidente da Junta noutros domínios, mas no campo da cultura o José Vítor tem feito um trabalho notável. É caso para perguntar se em vez de museus não deveríamos construir e inaugurar… novas Juntas de Freguesia?!

In. Terrra Ruiva - Outubro de 2007

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