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A entrevista da Dra Lisete Romão, hoje na Algarve FM, pode ter duas leituras distintas:
Para quem não está por dentro das questões partidárias e politicas do concelho (que, acredito, são a maioria dos ouvintes) a Dra Lisete Romão esteve muito bem. Marcou a diferença face ao estilo de Isabel Soares, procurando transmitir a ideia de que com ela a presidente as pessoas serão ouvidas, a oposição respeitada e o rigor na gestão restabelecido. Ficou patente que a candidata está melhor preparada que há 4 anos e que as quezílias partidárias que teve (e tem) que enfrentar a tornaram melhor politica.
Para quem conhece minimamente o que se passa no PS Silves e na cena política local a prestação da Dra Lisete Romão foi o retrato fiel daquilo que podemos esperar dela como presidente: outra Isabel Soares. Mentiu a “jorros”, foi falsa, “sacudiu do capote” responsabilidades importantes e manipulou informação a seu bel-prazer.
Começou por dizer que “não conhece as pessoas que apoiaram o ex-candidato Carneiro Jacinto”, escamoteando assim a acusação de não ter convocado para as listas socialistas pessoas que apoiaram o jornalista. Ora a verdade sobre este assunto é que, além de não ter aceite incluir nas suas listas essas pessoas (os proscritos), ainda efectuou pressões (quase todas bem sucedidas) para que nenhum entrasse nas listas da Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia. Disse de seguida que “manteve com Carneiro Jacinto amigáveis conversas” quando na realidade quebrou uma série de compromissos políticos assumidos com ele apenas com o objectivo de “agarrar o lugar”.
Depois disse que “era falso que a sondagem encomendada pelo PS tivesse resultado num empate técnico”. Eu tive oportunidade de ver a sondagem e a minha formação em sociologia é mais do que suficiente para poder dizer que a sondagem deu um empate técnico (isto foi confirmado por uma autoridade na matéria). De facto a Dra Lisete Romão estava à frente de Carneiro Jacinto mas a sua vantagem era inferior à margem de erro da sondagem o que, estatisticamente, é designado por “empate técnico”. Deixo para outro “esmiuçar” se um empate técnico naquela altura podia significar que Carneiro Jacinto estaria em melhores condições de ganhar a câmara.
Disse ainda “que tentou fazer uma coligação de esquerda”. Outra mentira de todo o tamanho. De facto sei que ela no início do ano contactou o BE para saber da disponibilidade para a apoiar. Depois disso só se voltou a falar de coligação de esquerda quando eu e outros dois amigos tentamos (e conseguimos) reunir os líderes das principais forças políticas para discutir a possibilidade de uma coligação de esquerda liderada por um nome de consenso. A Dra Lisete Romão compareceu a esse jantar (tal como o líder do BE e 2 representantes da CDU) mas deixou no ar a ideia de que apenas lá foi porque julgava que a proposta era toda a esquerda apoiá-la a ela. De facto ouve duas “Lisetes Romão” nesse jantar: uma agradável e calma enquanto ainda pensava que todos iríamos propor que os outros 2 partidos ali presentes apoiassem o PS; outra, mais nervosa e apressada em sair dali, quando percebeu que a coligação proposta era um movimento de esquerda em que os 3 partidos apoiavam um candidato independente. Tanto quanto sei apoiar o PS não é uma coligação, logo ela nunca propôs nenhuma coligação.
Ainda em relação à proposta de coligação, a Dra Lisete Romão disse, na altura, que iria envidar esforços no sentido de fazer chegar a nossa proposta ao partido e à distrital, nomeadamente ao Dr. Miguel Freitas… coisa que nunca fez. Já na entrevista disse (e acho curioso que fale na terceira pessoa) “que o PS Silves nunca apoiaria outro candidato que não fosse o seu”, leia-se que “A Dra Lisete Romão nunca apoiaria outra pessoa que não fosse… a Dra Lisete Romão”. Podia ter dito logo... mais uma atitude "à Isabel Soares".
Depois tivemos as questões das freguesias. “Colou-se” ao Zé Vítor na questão da Alta Tensão e da Central de Lamas, mas nas duas acabou por demonstrar incoerências de discurso. Primeiro disse ter ido “várias vezes a Lisboa” por causa da Alta Tensão, mas depois acabou por dizer que o Zé Vítor foi lá sozinho, em representação do PS, para resolver o problema. Depois manifestou que, a ser eleita, cancelará de imediato a Central de Tratamento de Lamas em Messines, mas acabou por reconhecer que afinal se absteve na votação e o Zé Vítor foi o único (de todos os presentes, incluindo partidos) que votou contra!!!
Da questão do apoio de praia não falo… deixo para a malta de Armação que por certo estará solidária com a "explicação" do "mamarracho" e da falta de informação.
Estão lançados os dados. Vamos ver no dia 8 o debate com todos!

PS. Agradeço que não me venham cá com tretas de dividir o partido e etc… é óbvio que ninguém do partido vai ficar dividido com o que eu escrevo e que apenas uma minoria esclarecida de pessoas consulta este blog. É também evidente que não escrevo para ninguém porque se assim fosse estaria do lado da maioria, como é mais fácil. Considero até que é vantajoso para todos ter alguém que acrescente factos "esquecidos" a estes discursos...

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2 comentários

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De Mario Pinto a 06.10.2009 às 23:24

Parabéns pela sua análise.

O caro camarada, não está nada a dividir o partido.

O que escreveu é precisamente para o unir e ter mais força para as eleições do dia 11.

Eu que estive em muitas horas com Carneiro Jacinto e que o apoiei em muitas situações, não confirmo nada o que o Paulo diz em relação às conversas nem tão pouco em relação às pessoas para as listas.
Quanto à sondagem tanto o Carneiro Jacinto como a Drª Lisete, sabem que da amostragem que foi realizada não podem tirar grandes interpretações, porque as condições técnicas da sondagem não permitem aferir com rigor os resultados. Por isso fazer da sondagem interna do PS uma bandeira é pura demagogia. E como a sua formação é Sociologia e deve ter aprendido estatistica e formulação de inquéritos sabe muito bem do que estou a falar.
O problema do Carneiro Jacinto foi nunca ter ido a eleições internas no PS, porque se assim fosse era hoje o candidato. Como não é todo o apoio é para Lisete Romão, e sem duvidas.

Mas apercebo-me de algum ressabiamento do caro camarada.

Quanto à história da coligação de esquerda, queira saber que nunca foi intenção tanto do BE como da CDU em fazer qualquer tipo de coligação. E digo isto com conhecimento de causa das direcções nacionais de um e de outro partido.
Portanto os esforços que o caro camarada esteve a fazer caíam em saco roto e expunham ainda mais a estratégia do PS, para derrotar o PSD.
O que a Drª Lisete fez e bem, foi de que o único partido em condições de disputar as eleições é o PS e portanto quem quiser que se junte. É o que acontece em qualquer coligação. O partido com mais condições determina a maioria das regras do jogo.
E como o caro camarada tem formação em Sociologia, deveria saber que em estratégia politica é assim aqui e em qualquer democracia.
Mas está de parabéns, pelo menos preocupa-se com estas cenas todas do que diz e do que se disse.

Para que saiba e já que perguntou no seu twiter sobre as sondagens de Silves, digo-lhe que existem e os resultados são muito bons para o PS. As mesmas tem a mesma origem das sondagens de Lagoa, logo pode confirmar a informação junto dos seus amigos de Ferragudo. Podem é não se confirmar nas eleições, como sabe.

Força camarada é assim que se ganham eleições é dando forças destas à canditada do PS.
Parece-me que quer que o PSD e a Isabel Soares de novo, só porque está de pirraça com a Lisete.
Há males menores o caro camarada sabe como escolher.

Com amigos deste quem precisa de inimigos (ditado popular)

Viva o PS
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De Anónimo a 07.10.2009 às 07:50

Caro Mário Pinto,

Não pode dizer que não foi minha intenção fazer qualquer coligação porque não me conhece nem participou nas negociações, para o efeito (assinei e comentei a Petição que é pública). Eu coloquei os interesses do concelho (e da provável coligação) em primeiro lugar e admitindo que não houvesse apoio por parte das estruturas Nacionais dos partidos sugeri que formássemos uma "Lista de Independentes". Lista essa que seria formada com pessoas dos vários partidos envolvidos.
Foi até sugerida uma outra "figura" para encabeçar a lista, militante do PS. Não quería participar e formar uma coligação de apoio (exclusivo) à candidata já escolhida pelo PS.

Se o assunto não se concretizou não foi da nossa responsabilidade.

Carlos Cabrita

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