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Foi brilhante a estratégia de José Sócrates para “apear” Passos Coelho da perspectiva da maioria absoluta, que os barões do PSD pareciam já celebrar. A forma como apresentou - de surpresa, consumado e inegociável – o PEC4 obrigou Passos Coelho a tomar, também ele, uma posição firme (em muito motivada pela pressão dos tais barões que já não conseguiam resistir ao cheiro de poder). Após a declaração de que o PSD chumbaria o PEC apareceram os Ministros do costume a dizer que afinal tudo foi um lapso, que estavam dispostos a negociar, que tudo não passava de um conjunto de intenções. A coisa funcionou como o previsto e toda a oposição, com o PSD em destaque, passou a carregar o peso de derrubar um Governo numa altura tão crítica como esta para o país.

Não haverá português que não tenha chegado já à conclusão que a oposição fez exactamente o que o Primeiro-ministro queria que fizesse. Que tudo foi planeado. Tudo à excepção do volte-face dos banqueiros, “borrados” de medo com os sucessivos cortes de rating. Isso Sócrates não tinha previsto e, como diz hoje Miguel Sousa Tavares no seu artigo semanal no Expresso, foram esses mesmos banqueiros o seu “pelotão de fuzilamento”. Obrigado a vergar e pedir a intervenção do FEEF, Sócrates terá dado à oposição um “brinde” com que não contavam e que lhes permitirá tentar recuperar nas sondagens.

Estrategicamente, como disse, Sócrates foi perfeito. Não só agora, mas durante todo o tempo em que Governou. De facto a “realpolitik” – política prática e estratégica desprovida de qualquer base ideológica e de verdade - parece ser o seu forte. Golpe atrás de golpe, encenação atrás de encenação, o “homem” lá vai conseguindo “colar” o Partido e fazendo muitos militantes engolir “sapos” ou baixar a cabeça envergonhadamente quando confrontados com os factos nus e crus. Factos que todos conhecemos e que a actual encenação tenta fazer esquecer, passando a ideia de que tudo ia bem até à oposição se ter “coligado” contra o Governo.

No próprio dia em que anunciou que Portugal iria solicitar a ajuda do FEEF, José Sócrates ensaiou a comunicação ao país. Em mangas de camisa preparou o comunicado, ensaiou o teleponto, perguntou aos seus assessores para que câmara deveria olhar… qual o favoreceria mais e daria o efeito “vítima” que desejava passar. Esta é a imagem perfeita do Primeiro-ministro. Um homem frio, calculista, que não hesita em mentir, manipular e iludir os portugueses para obter vantagens políticas. Dias antes tinha chegado ao ponto de dizer que na reunião do Conselho de Estado, convocada por Cavaco Silva e onde Sócrates tem assento por inerência de funções, a hipótese de um pedido de ajuda externa não foi sequer discutida!!! Todos os outros conselheiros disseram que tal tema esteve sobre a mesa (seria até obrigatório que estivesse, uma vez que era a única saída visível para a situação do país). O que Sócrates quis dizer foi que pessoas da esquerda, da direita, antigos Presidentes da República, notáveis… todos ouviram mal ou tentaram mentir-nos?! Apenas ele disse a verdade?!!! Não admira que recentemente um jornal europeu tenha caricaturado José Sócrates como um condutor em contra-mão numa auto-estrada cheia de carros.

Eu odeio estratégias políticas. Odeio que me mintam. Odeio que me tentem manipular. Não me recordo de nenhum líder socialista que tenha tratado os militantes e os portugueses desta forma. Ao ver as imagens do congresso do PS e a farsa que tudo aquilo é apetece-me sair, entregar o meu cartão de militante e demarcar-me “deste” Partido Socialista que nada tem a ver com o PS no qual me filei há cerca de 15 anos. O que sobra a estes dirigentes em sobranceria, vaidade e oportunismo falta-lhes em ética, moral e idealismo. Deveria mesmo sair daqui (até porque muito mais são os que desejam que saia do que os que gostariam que ficasse) mas lembro-me depois das palavras de Mário Soares quando diz que a única forma de os partidos se reestruturarem é através da pressão e da crítica interna de militantes descontentes. Diz ele que não havendo pressão nem critica interna um partido entra em modo letárgico e com isso começa a afastar-se da realidade e acaba por definhar.

Até compreendo que quem tem aspirações ou ambição política tem o dever de apoiar se quiser vir a ser apoiado. Até compreendo que não havendo alternativa dentro do PS é preferível continuar com Sócrates do que ter o “troca-tintas” Passos Coelho e os seus “glutões do Presto” à frente do país. Mas é bom que alguém diga ao homem: “Porra pá! Se é para ficares faz alguma coisa bem feita, e por favor diz a verdade!”

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