Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes

  • Anónimo

    Tem o PDF do livro?

  • Anónimo

    mais um profeta da desgraça

  • António Duarte

    Para Marinho Pinto chegar a uns 15% não precisará ...

  • António Duarte

    Fico satisfeito por ver que o rapaz ainda está viv...

  • Raposo

    O que eu gostei mais da entrevista foi de saber a ...





Tiriricas...

24.01.12

Convicto de que será o próximo Presidente da Câmara de Silves, o Dr. Fernando Serpa vai “fazendo a sua cama” para se certificar de que, quando apanhar o “menino nos braços”, terá a maior receita possível disponível. Agora, abstendo-se, contribuiu decisivamente para que a brutal subida de taxas e licenças fosse aprovada em Reunião de Câmara. Estamos por isso perante um “deja vú”, no qual o Dr. João Ferreira terá a palavra final quando a “coisa” lhe aparecer na Assembleia Municipal.

Um dia um amigo fez-me uma pergunta traiçoeira: “Se tivesses que optar entre Fernando Serpa e Lisete Romão, não valendo abster-se, em quem votarias para Presidente da Câmara? E Porquê?” – A minha resposta foi clara: Votaria em Fernando Serpa, claramente. A razão é porque com Fernando Serpa tudo ficará na mesma… com Lisete Romão tudo ficaria pior. O primeiro tem um plano traçado… plano esse que até incluiu a candidatura da “outra senhora” para “apanhar pancada”. A segunda não tem nada… apenas funciona num registo de quem  não está comigo está contra mim, sendo facilmente influenciada. Al Capone dizia: “Se tiveres um plano, uma arma e um sorriso nos lábios conseguirás tudo. Mas, se tiveres que abdicar de alguma coisa… abdica do sorriso. Se tiveres que abdicar de outra… abdica da arma. Nunca abdiques do plano.”

Esta já habitual tomada de posição da Vereação Socialista, dando cobertura às maiores atrocidades fiscais do executivo, apenas é tomada porque neste concelho as pessoas estão totalmente desligadas da política. Para o silvense comum o descrédito é tal que já nem liga ao que se passa. Apenas o que os afecta de forma directa e momentânea merece reacção… dai a aposta populista em ampliar questões que dizem respeito a nichos, como a “Farmácia de Alcantarilha”, as obras no “Polis de Silves” ou o Casino de Armação de Pêra… ao mesmo tempo que se abafam as viabilizações absurdas e contra-natura de questões fundamentais como a subida de taxas, licenças, impostos ou alterações estranhas ao PDM. O segredo é alma do negócio.

Espero que o bom senso do Dr. João Ferreira prevaleça, apesar de compreender que o PS Silves não é propriedade sua e obedece a critérios de “inspiração” democrática.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Até final do mês as nomeações por parte do Governo irão incidir sobre as diversas empresas e concessionárias do Grupo Águas de Portugal. Dezenas de novos administradores irão ser nomeados e já todos percebemos que os critérios dessas nomeações serão 5:

  1. Cartão de militante do PSD ou CDS
  2. Apoio prestado à coligação PSD/CDS na “tomada do poder”
  3. Interesse político do PSD/CDS
  4. Afastamento e silenciamento de “problemáticos”
  5. Interesse do Estado Português

Não me espantaria por isso que, cá pelo Algarve, assistíssemos à “colocação” de uns quantos presidentes de câmara e notáveis da coligação de governo nas suas “cadeiras de sonho”.

Assim de repente lembro-me de Mendes Bota (que estranhamente ou não se calou na questão das portagens) e de… Isabel Soares, que supera com distinção os primeiros 4 dos 5 critérios de nomeação. É militante. Apesar de ter apostado no “cavalo errado” durante as eleições internas, rapidamente corrigiu a “rota”. Interessa ao PSD colocar outra pessoa nos comandos da autarquia para facilitar a missão das próximas autárquicas. Tem à perna alguns processos “chatos” que se esvaziariam em mediatismo se passasse a ser uma anónima administradora de empresa. Apenas não reúne o último critério… mas isso não importa nada.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

É recorrente. Cada vez que vou à “santa terrinha” encontro o meu amigo Tóine. E cada vez que encontro o Tóine venho com o pouco cabelo que ainda tenho em pé! “Raça” do homem que me consegue deixar de rastos.

Desta vez a conversa foi sobre “diz que disse”… coisa que pouco me agrada quando não se diz quem disse, mas vá lá. Ainda mal a imperial tinha pousado na nossa mesa, ainda os tremoços não tinham saltado do balde, e já o Tóino começava por me contar aquela velha história das faculdades de economia que demonstra a importância da circulação do “pilim”: Um fulano chega a um hotel e pede para ver o melhor quarto. Deixa uma nota de 100 Euros em cima do balcão e o dono pede ao grumo para lhe mostrar as suites. Enquanto os dois sobem aos quartos, o dono do hotel agarra na nota e corre para o talho em frente onde entrega os 100 euros ao talhante para saldar uma dívida. Mal o dono do hotel sai, o talhante agarra na nota e vai à porta do lado onde paga ao padeiro 100 euros que lhe devia. O padeiro, satisfeito, agarra na nota e corre até ao mecânico onde paga 100 euros que tinha ficado a dever. Com essa nota o mecânico corre até à casa da prostituta e paga-lhe 100 euros de “serviços” em atraso. Por sua vez a prostituta dirige-se ao hotel e entrega ao dono do estabelecimento 100 euros de comissões devidas. Assim que a “meretriz” sai do hotel o grumo com o cliente chegam à recepção. Como nenhum quarto tinha servido o cliente pede de volta os 100 euros e decide procurar outro hotel. Ilustrativa esta história, mas, porque me conta isto o Tóino?!

Ao que parece circulam por Silves relatos de um comentário público, feito por um dos responsáveis da nossa Câmara Municipal, quando soube que determinada empresa do concelho tinha decretado falência. O comentário foi: “Boa! Devíamos dinheiro a esses tipos, pelo menos assim poupa-se algum!” O moral da história, segundo o Tóino, é que se a Câmara pagasse o que deve evitava-se seguramente que muitas empresas andassem pela “hora da morte”. Puro senso comum, mas temos que reconhecer… muito bem “ilustrado”. Convém também lembrar que se todas as empresas de Silves fecharem a Câmara não terá que saldar as contas, mas palpita-me que terá outros problemas bem mais graves.

Já com os tremoços na mesa seguimos a “odisseia” com um não menos rocambolesco relato. Numa das recentes reuniões de câmara a senhora presidente terá, “alegadamente”, aberto os trabalhos distribuindo pelos vereadores presentes um email, anónimo e de credibilidade duvidosa, cujo conteúdo “enxovalhava” de forma cobarde e gratuita o actual presidente da Casa do Povo de Messines, José Carlos Araújo (ou Piasca, para os messinenses). Tal assunto não fazia obviamente parte da ordem de trabalhos e todos ficaram perplexos com o acto. O Tóino é que não está para rodeios e atira sem pestanejar: “Foi só aparecer o rumor de que o homem (Piasca) estudava a hipótese de se candidatar à Câmara e começou a campanha para o descredibilizar. Pior ainda é isto vir do maior telhado de vidro do concelho, que é o da senhora presidente, e ter como base um email anónimo que qualquer político sério mandaria para a caixa dos ignorados. Digo-te (disse-me ele), o cobarde que escreveu aquilo aponta o dedo ao homem porque fez investimentos que correram mal mas eu prefiro um tipo que arrisca com o dinheiro dele, e arca com as consequências quando corre mal, do que esses abutres que se riem em impunemente depois de jogarem o dinheiro dos contribuintes à rua.”

Apenas uma segunda rodada de cerveja acalmou o Tóino que já apregoava “prisão para esses gatunos”. Toda a esplanada a olhar para nós e algumas cabeças a acenar, concordando com o apelo. Mudei a conversa para as nossas recordações de juventude não fosse a coisa descambar e brotasse ali, naquela insuspeita esplanada, a “primavera silvense”. Por agora consegui manter o Tóino controlado, mas sai de lá a “cambalear”… e só bebi duas cervejas.

 

In. Jornal Terra Ruiva - Novembro de 2011

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

 Com o "curriculum" que tem estamos à vontade para dizer: a forma de melhor servir o país, e de sair mais barata aos contribuintes, seria reformar-se! A imagem foi retirada da última edição do "Barlavento".

Autoria e outros dados (tags, etc)

Balanço...

19.06.11

Voltando “à vaca fria”, que é como quem diz ao Viga d’Ouro, está na hora de fazer um pequeno balanço daquilo que foi publicado na última semana.

O relatório disciplinar a um dos “alegados” responsáveis pelas “estranhas” relações entre a CMS e a Viga d’Ouro (responsável esse que, disseram-me, foi entretanto promovido depois de ter regressado à CCDR!!!) tornado público recentemente deixa-nos claras algumas questões.

Ouve uma deliberada e clara intenção de favorecer a empresa, retirando-a sempre que possível do âmbito dos concursos públicos e emitindo mais de 1.200 facturas de igual valor. Neste campo poucos acreditarão que a Presidente da Câmara, e o seu Departamento Financeiro, não soubessem do que se estava a passar. Os factorings (produto financeiro em que o banco liquida o montante das facturas e cobra por isso ao credor) assumidos pela CMS relativos a essas facturas comprovam que era impossível não se saber deste estratagema.

Ouve fornecimentos de materiais em excesso. Isto levanta a dúvida de saber se esses materiais foram efectivamente fornecidos. Ao contrário da teoria do amigo Joaquim Santos, quando se refere no relatório que uma vala tem 1.000m³ o volume de inertes para tapá-la será sempre muito próximo desse valor. Convém lembrar que o relatório foi feito por técnicos competentes que partiram do princípio de que uma vala em Silves é igual a uma vala em Loulé, em Olhão ou em Albufeira. Ora os relatórios apontam-nos para inúmeros casos em que são facturados 3 e 4 vezes mais (alguns 10 vezes mais) inertes do que o tecnicamente recomendado. O relatório deixa transparecer que esses materiais facturados em excesso podem ter sido usados noutras obras municipais, o que também perfaz uma irregularidade e é inadmissível.

Como se não bastasse os materiais serem facturados em quantidades bastante superiores ao necessário, o valor unitário dos materiais fornecidos foi consideravelmente inflacionado. Se admitirmos que foram fornecidos 10.000³ inertes, por um valor 50% acima do preço (em alguns materiais o valor é superior em mais de 1.000%) protocolado com fornecedores habituais (Exº fornecimento a € 7,8 contra € 5,20), para tapar 3.000³ de valas estaremos a falar de um gasto extra da autarquia de 500%. Em contas por alto a CMS deveria hoje € 1.400.000 dessas obras em vez dos € 4.900.000 que reclama a banca.

Acresce a isso a questão fiscal do IVA dessas facturas. Na esmagadora maioria os bens e serviços foram facturados a 21% de IVA, quando pelo procedimento normal e ao abrigo do regulamento das obras e empreitadas públicas o IVA a cobrar seria de 5%. Também aqui a autarquia ficou lesada.

Para onde foi todo esse dinheiro? Quem será chamado a devolvê-lo aos contribuintes? Quem sofrerá as consequências desta gestão? São perguntas que devem ser respondidas urgentemente. Esta semana, se me apetecer, irei ler os restantes relatórios.

 

PS. Gostaria de deixar uma mensagem pública de agradecimento e apreço ao Dr. Manuel Ramos que foi o primeiro a ver a gravidade deste caso e a lutar pela verdade. Como sempre neste país pagou por isso sendo também o primeiro arguido do processo. Na altura não compreendi bem (ou não me esforcei por compreender) e desvalorizei o assunto. Quem sabe a mudança de mentalidades que nos tomou de assalto nos últimos anos, aliada à crescente sensibilidade que todos temos para as questões económicas desde que o país mergulhou nas trevas, tenham também contribuído para que se preste mais atenção a isto…

Autoria e outros dados (tags, etc)

Malvados!!!!

11.03.11

 

Os "Malvados" da oposição (leia-se PS) que obrigaram a senhora a cortar na despesa e que não colaboram nada!!!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quem me conhece e visita este blog sabe que nunca dei nada pelo processo Viga d’Ouro. Continuo a achar que no final disto tudo a Sra. Presidente sairá como “pobrezinha injustiçada” que apenas queria o bem dos seus munícipes. Já os que insistiram em “escrafunchar” na coisa serão acusados de oportunistas “mauzões”.

Aceito quem defende que se deve investigar e que, uma vez apuradas responsabilidades, havendo culpados eles sejam punidos. Aceito. Mas, quem é que não aceita isto?! Isto é uma coisa do mais puro senso comum!

Este anúncio da constituição de arguidos no caso veio deixar alguns verdadeiramente excitados, já a mim deixa-me mais deprimido… e explico-vos porquê: é impossível quantificar quanto já custou ao erário público toda esta investigação e processo judicial, mas esta notícia quer dizer que a coisa vai custar ainda muito mais. A somar aos juízes e assistentes judiciais que estarão envolvidos, temos o Ministério Público... todos pagos como o dinheiro dos nossos impostos. Por cá teremos a PLMJ a defender a senhora presidente, muito provavelmente paga com dinheiro do Orçamento Municipal (já de si curto como sabemos), ou seja… paga pelos nossos impostos. Será por isso uma "batalha" em que patrocinamos os "bons" e os "maus"... isto é quase como pagar para nos darem uma carga de "porrada" e depois pagar para nos curarem dos ferimentos.

Como todos os processos do género ninguém tenha dúvidas que este se arrastará muito além da saída de cena de Isabel Soares e, provavelmente, com o PSD no Governo e com a necessidade de mulheres, para cumprir as quotas impostas pela lei na Assembleia de República e no Governo, a coisa será “abafada” ou arquivada para que a curta memória popular se vanglorie de ter uma "algarvia" em tão importante cargo. Durante todo esse tempo… pagamos nós a banda que nos dará música.

Ainda a considerar a própria Viga d’Ouro (a empresa) e o seu proprietário. Quer tenha ou não tenha culpa no cartório estarão muito provavelmente aniquilados face a tudo isto. Palpita-me que no final muito ficará para pagar ao Estado o que, mais uma vez, quererá dizer que pagamos nós. É por estas, e por outras, que esta notícia me deixa deprimido.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Encontrei na blogosfera um comentário, que não consegui confirmar, em que se levantava a hipótese de a CMS vir a ser forçada a dispensar 170 funcionários nos próximos tempos. À luz da arte política é muito provável que tal notícia tenha sido posta a circular pelo executivo camarário como forma de pressionar a oposição a aprovar o aumento da taxa de IMI nas próximas votações. Ficam desta forma entre a “espada e a parede” aqueles que inviabilizarem a subida da receita fiscal no concelho, onerando a responsabilidade pelo desemprego de tantas pessoas.

É opinião generalizada que a Câmara Municipal de Silves (como quase todas as outras) tem um excesso significativo de funcionários. A prova de que esse número é elevado está à vista num concelho onde as estradas esburacadas, o lixo, o abandono e a degradação grassam. É que quase toda a receita arrecadada pela autarquia serve apenas para pagar os salários dos funcionários e não sobra muito para as, digamos, despesas de manutenção. Já nem vamos falar em investimento.

Insistindo na nega à subida do IMI os partidos da oposição tomarão uma medida à partida impopular. Supondo que de facto os funcionários são dispensados, é óbvio que o PSD colocará todas as responsabilidades em cima de PS e CDU, “carpindo” a sua dor pelas famílias que serão afectadas (e já se sabe que “chorar lágrimas de crocodilo” é a especialidade da senhora presidente). Sabemos todos do peso que esse tipo de medidas tem tido até aqui na opinião pública, não sabemos é se nas actuais circunstâncias as pessoas continuarão a achar que essas serão medidas más. É um risco. O calculismo político até poderá levar a oposição a chumbar o aumento do imposto, correndo o risco, na esperança de que os 3 anos que ainda faltam até às eleições apaguem a eventual má aceitação da coisa.

Uma coisa é certa. Ninguém tenha dúvidas que o chumbo será a opção mais saudável para o concelho e a que trará melhores frutos. Mesmo que custe a saída dos tais funcionários. A realidade é que, inevitavelmente, o ano de 2011 obrigará a que pessoas sejam dispensadas, quer o IMI suba ou não. A diferença está no custo para os já sacrificadíssimos munícipes e contribuintes do concelho. Numa situação de retoma ter uma estrutura mais ligeira fará com que o investimento e o desenvolvimento cheguem mais depressa.

A outra opção na mesa é a oposição viabilizar - abstendo-se - a subida do IMI. Significa mais impostos. Leiam bem: MAIS IMPOSTOS! Para um concelho miserável e já “de tanga”. Significa a traição ao eleitorado que na sua maioria NÃO votou em Isabel Soares. Significa adiar o problema uns meses. Significa que a receita do IMI não irá subir porque com o colapso que se adivinha o imposto orçamentado sobe mas o imposto cobrado tenderá a descer, e muito.

A solução de adiar a resolução definitiva dos problemas tomando “aspirinas” deu no que deu a nível nacional. A passividade do Governo PS e o pensar nas eleições em vez de nos problemas levou-nos até aqui. E sobre isso tenho a dizer que na minha opinião alguém no Largo do Rato deveria assumir os erros cometidos, seria o primeiro passo para poder pensar em resolver o problema. Durante anos vivemos deste tipo de política, criamos “jobs”, sufocamos o país com impostos para sustentar um “Estado Social da 1ª Liga” quando apenas tínhamos uma economia dos “Distritais”, passe a comparação com o mundo do futebol. É evidente que, tendo sido poder na maior parte do tempo, o PS partilha, com o PSD do “senhor Silva”, a maior quota de responsabilidade no estado a que isto chegou. Estas medidas chegam tarde, muito tarde. Não sei se a economia vai aguentá-las!

O mesmo se passará com a CMS continuando com o “regabofe”. Por isso apelo à oposição: não cedam! É preciso coragem e princípios para se tomarem medidas impopulares mas essenciais à protecção das pessoas. Não é função da oposição proteger a CMS ou os seus funcionários, esses terão que ser protegidos por quem os comanda. Chega de cobardias e “negociatas” estranhas que ninguém entende. A situação actual fará com que toda a gente seja bem menos tolerável com esse tipo de coisas, provavelmente fará também com que um maior número de pessoas se interesse por estas questões. Coragem!

Autoria e outros dados (tags, etc)

O que nos fazia mesmo falta aqui em Silves era um submarino igualzinho àquele que os alemães entregaram à Marinha no início do mês. Nem sei como é que nos “Paços do Concelho” ainda ninguém se lembrou do perigo que é ter as barragens do Funcho e do Arade à mercê de toda a espécie de malfeitores. Somos o concelho do Algarve com o maior espelho de água artificial, é natural que sejam necessários meios que os outros não têm. A barragem do Beliche, por exemplo, ficava segura com uma corveta.

Infelizmente um problema impede que se avance já para a compra do equipamento. Com um calado de 6,6 metros e com a falta de limpeza que as barragens têm corríamos o risco perder o submarino no lodo. Mas esse é o único impedimento… porque dinheiro, em Silves, não é problema. Desde que seja, claro, para coisas supérfluas. Quando se trata de pagar aos fornecedores ou de investir no bem-estar das pessoas, ai a coisa muda e… não há verba.

Se julgam que estou a exagerar… acertaram. Mas se pensarmos um bocadinho encontramos, apenas nos meses mais recentes, uma série de exemplos que me deixam a sonhar com o submarino. Começou com a tentativa de compra da Fábrica do Tomate, onde por quase 2.000.000,00 de euros a CMS passaria a ter um local para concentrar os estaleiros. E não, não eram estaleiros navais, eram apenas serviços e parque automóvel da autarquia. Eu olho para Silves hoje e a primeira coisa que me ocorre é: “Pá, isto com um mega-estaleiro municipal é que era um concelho!”

Ainda mal refeitos da “tomatada” vem a “Ópera no Castelo”. Como é sabido os silvenses são grandes apreciadores de ópera, basta sintonizar a Algarve FM e lá está o João Cardoso a passar “La Traviatta” de Verdi ou “Carmen” de Bizet… isto quando não está a recitar Mário de Sá-Carneiro enquanto as outras rádios passam os blocos informativos. Ora assim sendo é claro que a nem se discute que a Câmara gaste para cima de 100.000 euros num evento apinhado de vips onde, na melhor das hipóteses, a receita de bilheteira poderia chegar aos 20.000 euros. A propósito disso dizia-me um armacenense que com 100.000 euros tinham um belo fogo-de-artifício nesta passagem de ano e evitavam que o pessoal fosse todo passar a meia-noite a Albufeira ou a Portimão. É claro que eu lhe respondi “100.000 euros são 30% do orçamento que a CMS tem para as 31 associações desportivas e sociais do concelho e tu ias gastá-los em foguetes?!! A malta gosta é de ópera, pá!!”

Ainda o Agosto não tinha chegado ao fim e fomos brindados com mais uma brilhante ideia vinda do Largo do Município. Todo o concelho foi inundado com sinais que indicam o melhor percurso para fazer umas belas caminhadas. É que isto de caminhar pela saúde tem mais que se lhe diga! Não pode ser um caminho qualquer. Temos que seguir os sinais porque há caminhos onde por muito que se ande… saúde nem vê-la. Ainda

ontem a rua João de Deus em Messines fazia lembrar um acesso a Fátima no 13 de Maio. O problema foi explicar ao senhor que seguia no “automóvel sem carta de condução” que não teria problemas com a GNR se fosse pelo caminho por onde sempre foi. Não sei quanto custou cada sinal, mas dada a utilidade e a estética sugeria que fizessem miniaturas para a malta colocar na sala, ao lado da “televisão a cores”.

Para as “vindimas” preparam-se mais duas “belas” notícias. A primeira é que vamos ter 63 novos funcionários camarários. O concurso estará por ai a abrir e o objectivo é ajudar os que lá estão a dar conta do “recado”. A coisa tem toda a lógica, com uma quebra superior a 50% no volume de trabalho de algumas secções (nomeadamente nas relacionadas com o imobiliário) o pessoal tem agora muito tempo livre e não tem com quem jogar às cartas (já se sabe que para a “sueca” são precisos 4). A segunda é melhor ainda e vai de encontro ao meu desejo inicial, neste texto. Ao contrário do resto do país, onde existe um advogado por cada 350 habitantes, em Silves não se encontrou nenhum e por isso a CMS vai contemplar uma verba superior a 200.000 euros para pagar os serviços de uma prestigiada firma de advogados lisboeta. Consta-se que com eles “ninguém vai preso”, mas de certeza que os motivos da contratação nada têm a ver com isso… parece que também são muito bons a “negociar submarinos”.

 
 In. jornal "Terra Ruiva" - Setembro de 2010

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dilema medieval

08.08.10

A propósito da Feira Medieval, que hoje arrancou em Silves, devo confessar: assola-me desde os seus primórdios um terrível dilema.

Parte de mim acha que esta é uma forte mais-valia para o concelho, na medida em que permite divulgar de forma evidente o património da cidade de Silves e por arrasto o concelho. Ninguém parece saber ao certo quanto custa a coisa, mas mesmo que seja muito cara é preciso ver que é a única de relevo. É quase como uma família pobre que estoira tudo o que tem no casamento do filho… é pouco sensato, mas “malta” compreende.

Já para a outra parte do meu ser… direi apenas que me passa frequentemente pela cabeça que esta foi a forma que Isabel Soares encontrou de durante uma semana desempenhar sem “açaime” o papel de Rainha.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes

  • Anónimo

    Tem o PDF do livro?

  • Anónimo

    mais um profeta da desgraça

  • António Duarte

    Para Marinho Pinto chegar a uns 15% não precisará ...

  • António Duarte

    Fico satisfeito por ver que o rapaz ainda está viv...

  • Raposo

    O que eu gostei mais da entrevista foi de saber a ...