Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Comentários recentes

  • Anónimo

    Tem o PDF do livro?

  • Anónimo

    mais um profeta da desgraça

  • António Duarte

    Para Marinho Pinto chegar a uns 15% não precisará ...

  • António Duarte

    Fico satisfeito por ver que o rapaz ainda está viv...

  • Raposo

    O que eu gostei mais da entrevista foi de saber a ...





“Nos idos” de Novembro do ano de 2007 uma Reunião de Câmara realizada em Silves aprovou aquilo que agora está no chamado “ponto de não retorno”: o Plano de Pormenor da Praia Grande. Nessa altura os votos favoráveis do PSD, a abstenção da CDU (representada pelo meu estimado amigo Manuel Ramos, a quem desafio a comentar este post) e os votos contra do PS (com Lisete Romão e Fernando Serpa na “trincheira”) viabilizaram a urbanização massiva de um dos poucos locais do Algarve onde ainda reside alguma da verdadeira essência desta região. Já nem falo das questões ambientais, sabendo nós que a Lagoa dos Salgados é internacionalmente conhecida como um santuário da natureza, falo apenas das questões culturais e sociais que atingem os algarvios.

Em suma, usando a ironia, o projecto que aquelas almas aprovaram tratava-se de abdicar de uma reserva natural, algo em que “somos excedentários no Algarve”, para viabilizar 8 novos empreendimentos turísticos numa área de 270 hectares de dunas e zonas húmidas. Como todos sabemos a solução para as taxas médias de ocupação no Algarve, que rondam os 50%, só pode passar por mais hotéis… adoptando uma lógica que me arrepia: “que se lixem os hoteleiros do concelho vizinho, eles podem ter menos desde que nós tenhamos mais”. Vamos longe!

Como em todos os casos do género “PIN” este foi empacotado usando o sempre lustroso papel de embrulho chamado “criação de emprego”. Ao todo anunciavam-se mais de 1.500 novos postos de trabalho. Todos nós conhecemos o rigor destes números. Aliás, se todas as projecções de criação de emprego feitas desde a década de 90 fossem concretizadas… Portugal teria 10.000.000 de empregados, sem precisar de uma única PME. As empresas que fazem estas projecções são seguramente as mesmas que fornecem os dados para viabilizar coisas como a A13, a A41 ou a CREP.

Voltando à Praia Grande… lendo esta acta (clique aqui) fico com a ideia de que todos caíram como uns patinhos. Não entendo a abstenção da CDU e muito menos entendo o voto contra do PS quando se percebe que a única razão invocada para votar contra foi a protecção dos interesses dos proprietários dos terrenos!!! Importam-se de explicar?!

É claro que nestes 5 anos o Dr. Serpa já deve ter visto “inegáveis vantagens” neste projecto (da mesma forma que os promotores já devem ter reconhecido “o seu valor político”, numa antecipação das próximas eleições… “it’s business”)… as suas últimas posições conhecidas vão nesse sentido. O próprio promotor tem “escarrapachado” no seu sítio online a “orgulhosa viabilização do projecto”… na euforia até deixa escapar algo que a mim me preocupa por antecipação: “…o futuro resort terá 3Km de praias privadas…”. Podem ver o “print-screen” na imagem abaixo (pode ver aqui também):

 

 

 

Julgava eu que praias privadas era algo “inconstitucional”?!!! Ajuda-me Cavaco!! Se eles já vêm com “tamanha sede ao pote” palpita-me que ainda vamos pagar portagem para ir de Albufeira a Armação de Pêra sem passar pela EN 125!

 

Aproveitem e consultem aqui alguns dados que ajudam a entender a posição destes oportunistas que nos Governam, e que insistem em imaginar um o Mundo movido a "consumo e hotéis" no médio/longo-prazo!!! Ohhh gente pequena e ignorante! No médio prazo mais pessoas viriam à Praia Grande ver as aves e as dunas do que as que virão ver cimento e piscinas!


Post Scriptum:

- Deixo aqui a tomada de posição do PCP sobre este tema (clique aqui). Agardeço ao Manuel Ramos pela sinceridade e integridade.

- E aqui a prova de que para o PS de Silves apenas conta a defesa dos proprietários dos terrenos (clique aqui). Ainda gostava de saber quem são os advogados que os representam?!!!!!!! Será mais um caso do partido ao serviço da clientela?!!!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tiriricas...

24.01.12

Convicto de que será o próximo Presidente da Câmara de Silves, o Dr. Fernando Serpa vai “fazendo a sua cama” para se certificar de que, quando apanhar o “menino nos braços”, terá a maior receita possível disponível. Agora, abstendo-se, contribuiu decisivamente para que a brutal subida de taxas e licenças fosse aprovada em Reunião de Câmara. Estamos por isso perante um “deja vú”, no qual o Dr. João Ferreira terá a palavra final quando a “coisa” lhe aparecer na Assembleia Municipal.

Um dia um amigo fez-me uma pergunta traiçoeira: “Se tivesses que optar entre Fernando Serpa e Lisete Romão, não valendo abster-se, em quem votarias para Presidente da Câmara? E Porquê?” – A minha resposta foi clara: Votaria em Fernando Serpa, claramente. A razão é porque com Fernando Serpa tudo ficará na mesma… com Lisete Romão tudo ficaria pior. O primeiro tem um plano traçado… plano esse que até incluiu a candidatura da “outra senhora” para “apanhar pancada”. A segunda não tem nada… apenas funciona num registo de quem  não está comigo está contra mim, sendo facilmente influenciada. Al Capone dizia: “Se tiveres um plano, uma arma e um sorriso nos lábios conseguirás tudo. Mas, se tiveres que abdicar de alguma coisa… abdica do sorriso. Se tiveres que abdicar de outra… abdica da arma. Nunca abdiques do plano.”

Esta já habitual tomada de posição da Vereação Socialista, dando cobertura às maiores atrocidades fiscais do executivo, apenas é tomada porque neste concelho as pessoas estão totalmente desligadas da política. Para o silvense comum o descrédito é tal que já nem liga ao que se passa. Apenas o que os afecta de forma directa e momentânea merece reacção… dai a aposta populista em ampliar questões que dizem respeito a nichos, como a “Farmácia de Alcantarilha”, as obras no “Polis de Silves” ou o Casino de Armação de Pêra… ao mesmo tempo que se abafam as viabilizações absurdas e contra-natura de questões fundamentais como a subida de taxas, licenças, impostos ou alterações estranhas ao PDM. O segredo é alma do negócio.

Espero que o bom senso do Dr. João Ferreira prevaleça, apesar de compreender que o PS Silves não é propriedade sua e obedece a critérios de “inspiração” democrática.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tomei ontem a decisão, que remeti por carta ao PS Silves e comuniquei ao seu responsável máximo, de entregar o meu cartão de militante socialista e de renunciar ao lugar na Comissão Política Concelhia.

Fi-lo porque compreendo que no actual contexto partidário em Portugal, nomeadamente no PS, quem tem por hábito discordar de posições unanimistas e não alinha nas disciplinas de voto apenas prejudica a imensa maioria dos militantes, já habituados ao consenso e à resignação. Como não é minha intenção causar má imagem ou desconforto às pessoas que dirigem o PS Silves e que compõem a sua Comissão Política, optei pela solução mais lógica, a do “estás mal, muda-te”.

Fi-lo também porque ser militante do Partido Socialista hoje já não significa o mesmo que significava quando aos 16 anos me fiz militante pela primeira vez. O Partido Socialista é hoje mais uma “agência de empregos” onde o interesse próprio prevalece sempre sobre o interesse do país e da população. Quando entrei haviam sonhos, objectivos, ideias a defender… mas havia também a forte consciência de que todos éramos poucos e que gente nova, novas ideias, novos desafios eram o combustível que movia o partido. Tudo isso acabou e o partido funciona agora em regime fechado, afastando todos os que possam querer mudar alguma coisa ou colocar em dúvida o clientelismo instituído.

Fi-lo porque acredito que a cola que mantêm este partido unido deixou de ser a ideologia ou o país e passou a ser só o poder… o poder a qualquer custo. Assim se explica que grande parte dos socialistas fiquem quietos e calados enquanto assistem a mentiras diárias, a estratégias políticas orientadas apenas para permanecer no poder, à irresponsabilidade e demagogia (quase delirante) de querer gastar o que nunca iremos ter, às constantes descobertas de escândalos envolvendo boys ou gestão danosa de dinheiros públicos, à impunidade que gozam quase todos esses boys (alguns deles manifestamente culpados) e aos sistemáticos atropelos ideológicos que representam as políticas seguidas.

Fi-lo porque jamais serei capaz de agarrar numa bandeira e sair para a rua a gritar PS quando é notório que este PS faz parte do problema e não da solução.

Fi-lo porque, se como penso, o PS ganhar as eleições no próximo dia 5 de Junho eu não encontrarei nenhum motivo para festejar, nem me consola saber que se ganhasse o PSD seria bem pior.

Fi-lo porque me sinto enganado mas essencialmente porque quero poder dizer livremente que me enganei sem dever fidelidade a ninguém. Gosto de, na insignificância deste espaço, escrever o que me vem à cabeça sem me preocupar com o que pensam outros sobre isso… essa é a melhor forma que conheço de vir realmente a saber o que pensam.

Como é evidente continuarei a defender as minhas ideias e continuarei a ser alguém que está algures na esquerda do espectro político. Não preciso ser do PS para ser socialista. Continuarei a postar os meus textos e opiniões. Continuarei, enquanto me deixarem, a escrever no Jornal Terra Ruiva. Continuarei a desejar para a minha terra uma liderança e um projecto de desenvolvimento e de criação de riqueza, que aposte nas pessoas e nos imensos recursos que temos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

 

Numa altura em que começam a aparecer os primeiros candidatos a “candidato” às Autárquicas 2013 achei interessante agarrar na “bola de cristal”, a que chamamos imaginação, e traçar cenários. Depois de reflectir durante algum tempo cheguei à conclusão que temos em Silves todas as condições reunidas para uma “batalha épica” nas urnas, ao estilo mouros contra cristãos, bastando para isso que surja um Movimento capaz de cativar os descontentes com um partido, com todos os partidos ou com a política em geral.

No final do ano 2013, altura em que se realizarão as eleições, Portugal estará num clima de “desitoxicação” socialista. O PSD estará no Governo (muito provavelmente com o CDS como parceiro) e beneficiará ainda do estado de graça que geralmente acompanha os novos governos até meio do mandato. Isto, apesar de nacionalmente configurar um cenário pouco favorável ao PS, pode ser um bom “terreno” a nível autárquico. Ou seja o PS poderá conseguir um bom resultado em 2013 fazendo jus à máxima de que os portugueses tendem a castigar o Governo nas autárquicas.

Mas olhemos para o nosso concelho e tomemos em conta os dados disponíveis (e algumas crenças pessoais) para prever aquilo que serão as autárquicas em Silves:

- Pelo PSD teremos como candidato o actual vice, Dr. Rogério Pinto. Apesar de no interior do partido haver quem queira caras novas e um novo projecto, até os mais optimistas afiançam que o mais provável é termos a continuidade “mascarada” por um discurso de ruptura.

- Pelo PS teremos como candidato o Dr. Fernando Serpa (para já é o único, mas espero bem enganar-me). Tal como tem sido tradição dentro do PS esta não será uma candidatura consensual. Os 20 anos que leva de vereação, pela oposição, dão-lhe muita experiência mas também muitos motivos para não esperarmos muito de um executivo por si liderado. Apesar de tudo a candidatura será teoricamente mais forte que a anterior por duas razões. Primeiro porque seguramente, o Dr. Serpa não cairá no erro de “outros candidatos socialistas” fomentando divisões partidárias após ter sido nomeado como candidato. Depois porque o entusiasmo crescerá nas hostes socialistas com Isabel Soares fora de cena.

- Pela CDU teremos o Dr. Manuel Ramos (esta é a minha aposta pessoal, apesar de se afigurar igualmente provável a continuação da Dra. Rosa Palma) o que configura uma candidatura politicamente mais capaz mas publicamente menos apelativa aos jovens e abstencionistas crónicos que nas últimas eleições engrossaram os resultados do partido, somando-se aos seus sempre fiéis eleitores ditos “camaradas”.

- Pelo BE teremos novamente Carlos Cabrita, um outsider que pouco pesará na altura de contar os votos mas com importância vital na forma como decorrerá a campanha.

- Não arrisco dizer se haverá candidatura do CDS em Silves. Parece-me que as sondagens locais forçarão o PSD em Silves a pedir “reforços” e a propor também por cá a coligação que por essa altura terá o país, acrescentando assim alguns votos da direita mais “vincada” ao seu score.

Ora, resumindo temos:

- Uma franja considerável do eleitorado PSD descontente com a continuidade. Esses eleitores dificilmente votarão PS ou CDU… já nem falo BE

- Uma franja considerável do eleitorado do PS descontente com uma lista que, aposto, será a sombra do líder com as mesmas caras de sempre…

- Um apetecível eleitorado CDU em 2009 que, não sendo comunista, votou na diferença, na juventude e na “inocência”… coisas que agora já não são valores da candidatura…

- Um considerável número de abstencionistas e votantes em branco, que apesar de desejarem acção e mudança, ganharam já uma aversão a partidos políticos e a projectos partidários que lhes impede de votar em qualquer destes “concorrentes”…

Se a tudo isto somarmos tudo o que temos visto a nível nacional, e que configura um desdém crescente dos portugueses em relação ao sistema político-partidário (a votação de Fernando Nobre, a Manifestação da “Geração à Rasca”, os Homens da Luta na Eurovisão, etc…), a mim parece-me, e que me ajudem os especialistas, que uma lista independente, de gente desvinculada dos partidos iria buscar o seu “quinhão” a todos os lados e tornar-se-ia na principal favorita a chegar ao poder em Silves. Estarei enganado ou o leitor também acha que faz sentido?

 

In Jornal "Terra Ruiva" - Março de 2011

Autoria e outros dados (tags, etc)

Malvados!!!!

11.03.11

 

Os "Malvados" da oposição (leia-se PS) que obrigaram a senhora a cortar na despesa e que não colaboram nada!!!

Autoria e outros dados (tags, etc)

As presidenciais já lá vão e os comentadores políticos apostam agora nas legislativas como o próximo acto eleitoral a realizar. Como era esperado Cavaco Silva foi reeleito, assim manda a tradição portuguesa, numas eleições parcas em momentos de interesse que apenas comprovaram o que até os americanos já sabiam: Cavaco é um político convencido, vingativo e vaidoso… assim constava do seu “perfil” compilado pelos serviços secretos americanos e divulgado pelo “Wikileaks”. Na noite da vitória “vingou-se” dos adversários acusando-os de o atacarem recorrendo a “insinuações”, que nunca chegou a desmentir, nas controversas questões do BPN e da “casa de Albufeira”. Da sua boca apenas se ouviu que todos teríamos que nascer duas vezes para ser mais honestos que ele. É Cavaco, e pronto.

O acto eleitoral veio também mostrar que o tal “milhão de votos” que Manuel Alegre afirmava deter… afinal não eram dele! Eram o “milhão de portugueses” fartos do sistema que desta vez votaram em Nobre e Coelho. Provou-se aquilo que já era uma tendência. Existe um grupo cada vez maior de cidadãos disposto a entregar o seu voto a projectos sem “chancela” política capazes de entrar em ruptura com os desgastados partidos políticos. Essa tendência, acredito eu, será para estender a outras disputas… como por exemplo as autárquicas.

Um “movimento de cidadania” ganhar umas eleições deixou de ser algo que se possa chamar utópico. Um “movimento de cidadania” condicionar o vencedor de uma eleição passou a ser algo até comum no nosso país. Na minha opinião essa tendência veio para ficar e ganhar cada vez maior proporção. À medida que os partidos políticos se fecham sobre si, sobre os interesses pessoais dos seus “caciques”, sobre disputas internas inatingíveis para o comum dos mortais, abrem espaço para que os descontentes com a sua inoperância comecem a tomar iniciativa.

Os próprios avanços tecnológicos como a generalização da internet e tudo o que ela possibilita reforçam esta tendência. É hoje muito fácil a alguém sem meios financeiros trilhar um caminho de afirmação expondo ideias, comunicando com os cidadãos e, mais importante, recebendo “feed-back” em tempo real. Os partidos fogem desta exposição quase por natureza. Apenas nos momentos de campanha eleitoral as páginas Web, os blogs, os facebooks e outras ferramentas são activadas… pouco para fidelizar uma geração que ambiciona ser “fã” de pessoas ou associações activas e participativas.

Nas frias e obsoletas sedes partidárias deste país poucos ainda interiorizaram isto. Poucos são aqueles que na hora de “fazer contas” sobre as próximas “batalhas” contemplam este factor novo, até porque é difícil saber de onde poderá vir a “ameaça”. Arrisco dizer que muitos serão os que verão as suas expectativas e ambições políticas goradas por influência de movimentos de cidadania ou candidaturas independentes. Já para os cidadãos são boas notícias o aparecimento de gente que não está condicionada por nenhum partido e que é movida apenas pelo projecto, pelo voluntarismo e pelo interesse das populações. 

Cá por Silves é bem provável que as próximas eleições autárquicas tragam o primeiro “movimento de cidadania” capaz de realmente fazer mossa no poder instituído. Os próximos dois anos serão determinantes. Veremos como lidarão os partidos locais com este “fantasma”e se serão capazes “esvaziar” o espaço que agora existe, e que se vislumbra maior à medida que se aproxima a disputa eleitoral, graças às “guerrilhas” pelo poder interno que se prevêem em cada estrutura, antes que a situação fuja do seu controlo. Se não o fizerem será garantido que terão que refazer as contas, usando uma nova fórmula que promete ter margem de erro muito larga.

Diz António Guerreiro, no seu blog, que é tempo do PS Silves encontrar o líder que apresentará a eleições em 2013. Concordo em absoluto. Uma candidatura séria terá que ser preparada com tempo. Um projecto de mudança para Silves tem que ser trabalhado desde já, não podemos correr o risco de a 6 meses das eleições, sem projecto nem candidato, nos vermos forçados a aceitar um “figurão imigrado” de outro concelho… julgo que todos sabemos que será preciso arranjar lugar para muito presidente de câmara que já não pode candidatar-se no seu concelho. Difícil vai ser os órgãos federativos resistirem à tentação de meter o “bedelho” na composição das listas que não estejam sólidas o suficiente.

 O problema que se coloca é: quem será esse líder?! Candidatos existem, apenas não reúnem consenso. Eu continuo a achar que existem muitos bons nomes na casa capazes de unir e fortalecer o partido… que avancem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Chegam pela manhã notícias da sintonia socialista em relação ao Orçamento Municipal Silvense para 2011. Não me foi possível participar na reunião mas congratulo-me com a decisão.

É sempre bom ver que o partido está vivo e tem a clara noção de que não podemos continuar a cometer os mesmos erros sob pena de destruir de vez o concelho.

Este é o comunicado que saiu da reunião de ontem, que subscrevo:

 

COMUNICADO

                                               

A Comissão Politica Concelhia de Silves do Partido Socialista, reunida a 17 de Janeiro, em sessão plenária, decidiu, por unanimidade, manifestar toda a sua solidariedade e apoio aos Vereadores do PS que, de forma firme, tem defendido na Câmara os superiores interesses do Concelho, em especial, ao exigirem rigor, transparência e participação na elaboração do Plano de Actividades e do Orçamento para 2011, da Câmara Municipal de Silves.

 

A Comissão Politica Concelhia de Silves do Partido Socialista denúncia o comportamento irresponsável e pouco sério da Sra. Presidente da Câmara quando, com desprezo pelo opinião dos Vereadores da oposição, em especial dos Socialista, insiste em apresentar um Orçamento que conduzirá, inevitavelmente, o Concelho para uma situação de endividamento e de paralisia da sua actividade.

 

A Comissão Politica Concelhia de Silves do Partido Socialista acusa a Sra. Presidente da Câmara de arrogância ao não aceitar a disponibilidade, sempre manifestada, pelos Vereadores do PS, para viabilizarem o Plano de Actividades e o Orçamento, desde que real e exequível e que assegure a satisfação de todos os encargos e compromissos já assumidos pela Autarquia e, ao mesmo tempo, nesta situação de crise, possa ajudar as Famílias mais desfavorecidas do Concelho e, se possível, manter um nível de investimento tendente à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

 

A Comissão Politica Concelhia de Silves do Partido Socialista rejeita a atitude e comportamento anti-democrático e de chantagem da Sra. Presidente da Câmara que, sendo a principal e única responsável pela apresentação do Plano de Actividades e do Orçamento da Câmara, procura fugir a essa responsabilidade acusando os Vereadores da Oposição. Compreende-se, agora, algumas das razões que motivar o afastamento de sucessivos Vereadores do seu Partido!

 

Por Outro lado, afirma que não fará, como é seu dever, a transferência das verbas já acordadas e necessárias ao cumprimento da delegação de competências da Câmara para as Juntas que, os Órgãos Autárquicos competentes, Câmara e Assembleia Municipal, já aprovaram. E, ainda, diz que as Associações não receberão os apoios a que tem direito nem serão admitidos mais funcionários, como se a Sra. Presidente da Câmara não fosse a única e exclusiva responsável pela situação criada!

 

A Comissão Politica Concelhia de Silves do Partido Socialista reafirma o seu total apoio aos Vereadores do PS e exorta-os a continuarem com a mesma determinação e disponibilidade democrática de modo a conseguirem, em diálogo e concertação com o executivo permanente, um Plano de Actividades e um Orçamento para 2011 que, verdadeiramente, corresponda aos superiores interesses do Concelho.

 

A Comissão Politica Concelhia de Silves do Partido Socialista afirma-se determinada a recorrer a todos os meios legais e democráticos que possam contribuir para que o executivo permanente e a Sra. Presidente da Câmara adoptem um comportamento de concertação, diálogo e bom senso para bem do Concelho e prestígio do Poder Autárquico Democrático.

Silves, 17 de Janeiro de 2011

A Comissão Politica Concelhia de Silves do Partido Socialista

Autoria e outros dados (tags, etc)

“Estoirou o verniz” na aprovação do Orçamento para 2011. Sem maioria absoluta e com uma oposição “motivada” como há muito não se via a coisa só podia ter este resultado.

Haverá quem defenda que foi um erro “chumbar” o orçamento. Eu acho que o verdadeiro erro foram todos os orçamentos que precederam este, desde que a Dra. Isabel Soares tomou posse. E vamos ser claros, não é por me dizerem que todas as Câmaras Municipais “manipulam” os orçamentos que eu vou achar que em Silves isso é uma solução.

Toda a blogosfera já abordou o assunto. Uns chamando a si os louros, outros encontrando nas entrelinhas razões que a própria razão desconhece, outros transcrevendo comunicados dos seus partidos, outros ainda abordando o assunto de forma totalmente pragmática. Resta-me por isso muito pouco por dizer, a não ser dar os parabéns ao PS pela forma coordenada com que abordou esta questão e como soube ultrapassar as diferenças de pensamento internas em nome do interesse do concelho.

Vai ser difícil? Vai! Vamos todos sofrer com os duodécimos? Vamos! Mas, pergunto eu, haverá alguém que defenda continuar com o modelo anterior?! Diz o meu estimado Manuel Ramos que regista com surpresa “a repentina surpresa de alguns quanto à irrealidade dos orçamentos PSD dos últimos anos”. No meu entender o que houve foi resignação… impotência. Sempre me lembro de ouvir falar das hilariantes previsões de orçamento deste executivo… da esquerda à direita. Se ninguém o escrevia a razão só podia ser resignação. Desta vez havia como parar a “máquina” e… a “máquina” parou.

Ainda a propósito do blog do ex-vereador Manuel Ramos deixem que sublinhe aqui uma posição minha que, como muitas outras terá o dom de cair mal no PS, no PCP e no PSD. Subscrevo que os cortes nas verbas para as freguesias de Messines e Silves deveria ter sido abordado pelo PS, ainda que sejam ambas freguesias CDU. E acho isso porque sei que muito do eleitorado que vota CDU na freguesia, vota PS no município… é preciso um PS Silves que saiba tratar bem até o eleitorado que não confia nos seus candidatos às freguesias… afinal somos todos munícipes e queremos todos o melhor para o concelho. Evidentemente o melhor para o concelho passa por levantar a voz quando se “amputam” financeiramente as freguesias “chave” deste burgo.

O que cai mal no PSD fica para o fim. Saibam que até alguns do “ícones” desse partido neste concelho acham vergonhoso a proposta vingativa, cobarde e infame que foi feita às freguesias. 

Até me disseram da Dra. Isabel Soares algo que bateu “tim-tim-por-tim-tim” naquilo que uma “ressabiada” política perdedora da suposta esquerda concelhia me disse em público um destes dias: “pensa que as pessoas gostam de si mas engana-se”. Eu “embrulhei” porque não estou interessado em que gostem de mim. Não sei é se a “carente” presidente que temos reagirá bem se lhe disserem uma coisa destas!

Passem bem. Até ao fim do ano não percam aqui a resenha do ano 2010. Boas festas, bom Natal, felicidades… a todos. Até à senhora presidente e seu séquito, porque eu sou dos que acredita que as intenções são sempre boas, o que pode ser mau é o raciocínio!

Autoria e outros dados (tags, etc)

De acordo com notícias que chegam de outros quadrantes a proposta de manutenção das actuais taxas de IMI para o próximo ano foi aprovada por unanimidade em reunião de câmara.

Prevaleceu a proposta do PS Silves que agiu de forma responsável. E ser responsável neste caso mais não é do que permitir que em 2011 a receita de IMI se mantenha inalterada, exigindo uma gestão rigorosa e um corte substancial na despesa da autarquia.

Uma palavra para a vereação do PS, que soube manter o “sangue frio” e esperar pelo momento certo para fazer valer os interesses das populações. Nestas coisas a experiência conta e ser-se muito emocional (como eu) não ajuda a quem decide.

O mais importante é que passou para a comunidade a mensagem de que há quem defenda os cidadãos nas horas decisivas. Venham agora outras “guerras”, como o PDM, a “estação de lamas” ou o estádio municipal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segundo o Diário Económico online o PSD prepara-se para chumbar em Lisboa o aumento da taxa de IMI proposto pelo socialista António Costa. Parece-me que aqui na província esta medida deveria fazer “escola”, levando os senhores vereadores do PS e a senhora Presidente a retirar as devidas ilações da coisa.

 

Por um lado alguns dos mais preparados vereadores da oposição deste país acham (estamos a falar da CML, uma espécie de antecâmara para o poder neste país) que subir impostos e onerar ainda mais munícipes já fortemente penalizados por taxas, impostos e contribuições acima do aceitável, é má ideia. Não pactuam com essa ideia e justamente fazem aquilo para que foram eleitos: votam contra!

Por outro lado temos um sério candidato a sucessor de José Sócrates que dá sinais de querer fazer a mesma política despesista e é travado pela oposição.

Tudo muito bem. Isto é o que se deve esperar de políticos. Que defendam posições e que sejam coerentes. Era bom que cá a senhora presidente pensasse porque razão os seus colegas de Lisboa são contra a subida de impostos e era bom que os camaradas socialistas de cá aprendessem com isso e deixassem de ser uma espécie de vassalos do poder instituído passando a proteger os seus eleitores como se espera que façam sempre.

 

É bom que os políticos portugueses percebam que o país mudou na noite de 29 de Setembro, logo após o anúncio das medidas de austeridade feito pelo Governo. As pessoas voltaram a acordar para estes problemas e a tolerância com os que continuarem a via do facilitismo, do compadrio e do despesismo é agora próxima de zero. Deixou de haver espaço para “chicos espertos” e oportunistas políticos, antes ignorados por uma massa humana mais preocupada com os assuntos mundanos. Agora toca-nos a todos. Não brinquem com o fogo e assumam as vossas responsabilidades.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Comentários recentes

  • Anónimo

    Tem o PDF do livro?

  • Anónimo

    mais um profeta da desgraça

  • António Duarte

    Para Marinho Pinto chegar a uns 15% não precisará ...

  • António Duarte

    Fico satisfeito por ver que o rapaz ainda está viv...

  • Raposo

    O que eu gostei mais da entrevista foi de saber a ...