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Um deputado da Madeira, eleito pelo CDS, corre o risco de ser expulso do Partido por defender os interesses do eleitorado madeirense votando contra o Orçamento de Estado! Caricato! Entre os interesses das pessoas e os interesses dos partidos, o nosso sistema político acha normal que se sobreponha os interesses do partido. Assim é da esquerda à direita.

Sem aparente ligação uma corrente de opinião “rotula” o povo português de ignorante, porque é capaz de censurar Joseph Blatter, na sua caricatura infeliz de Ronaldo, enquanto deixa que Passos Coelho e “sus muchachos” continuem a destruir o país, condenando-o a mais umas décadas de atraso e pobreza. “O povo português revolta-se contra o presidente da FIFA mas deixa que o Governo os condene à pobreza” – pode ler-se nas redes sociais.

Ora eu acho que tudo isto está ligado. O nosso sistema político, a “Partidocracia”, muitas vezes também chamada de “Democracia”, está “morto e enterrado”. O Povo, ao contrário do que muitos querem fazer crer, é sábio e tem a perfeita noção de que terrenos pisa. Por isso sabe que fazer cair PSD, o responsável directo pelo nosso empobrecimento, para lá meter o PS, o responsável directo pelo nosso endividamento e modelo social insustentável, não resolve nada. Tal como sabe que votar à esquerda, na CDU ou no BE, é dar força a um grupo de “bons rapazes” que têm uma perspectiva romântica, para não dizer lunática, da sociedade… acreditando que tudo se consegue com mais Estado, mais benefícios, mais direitos, mais apoios… sem pensar de onde virá o dinheiro para pagar num país que não tem “ouro amarelo” nem “ouro negro”. Já a direita, do CDS para lá, é uma elite de “frigorífico vazio”, sedenta de poder para conseguir instalar os “duques sem ducado” e os “condes sem condado” que tem nas suas fileiras.

Pois é… não há meio-termo. O nosso sistema partidário não permite que nada floresça no meio. Neste sistema os bons fogem a “sete pés”, porque conseguem ganhar mais no sector privado e não estão constantemente a ser escrutinados, julgados e difamados na praça pública. Já os outros, os que não têm boas intenções, os que não têm capacidades, os que têm o fascínio pelo “poderzinho”, os pequenos “ditadorzinhos”… esses concentram-se nos lugares elegíveis de cada acto eleitoral. Uns por conta própria, outros ao serviço do partido, outros ainda ao serviço de interesses obscuros vão sendo a “regra que confirma a excepção”… e a excepção é gente que está no poder com o desejo de servir a sua terra, a sua região, o seu país.

 

Os portugueses, ao contrário do que querem fazer crer, não estão afastados da política… estão é tão próximos que sabem claramente nada poderem esperar dela. Todos conhecem um “boy ou uma girl” que sem qualquer pudor vive às custas do erário público porque tem o cartão de militante correcto, no tempo correcto. Todos conhecem um caso de corrupção que acabou arquivado graças às “mãos por trás dos arbustos”. Todos reconhecem um favor “pago em cargo” ou um “cargo atribuído para fazer favores”.

Eu, que me interesso pela política, que tenho o cuidado de ler, de pensar, de estar informado, que me coloco no espectro político como alguém de esquerda… não vos sei dizer se Portugal ganhará com a queda deste Governo! Não acredito no PS, pelo menos enquanto não existir no Partido uma reflexão profunda, uma abertura à sociedade, um rejuvenescer dos quadros. Para mim o PS é o grande responsável pelo estado a que chegou este país… talvez apenas Cavaco Silva tenha feito mais mal aos portugueses. CDU e Bloco de Esquerda não são solução… não têm propostas realistas e estão ideologicamente amarrados ao passado. Dá-me arrepios só de pensar que possam ser poder. Do CDS já todos sabemos o que esperar, as elites, os senhores feudais… a misericórdia e a caridade para com os pobrezinhos enquanto se fazem grandes e chorudos negócios. Dai para a direita é o vazio…

Antes de se criticar o Povo português por não estar na rua a derrubar o Governo é preciso fazer uma pergunta crucial: - “Derrubar o Governo para quê?! O que vem a seguir?!

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A mim não me assusta despedir funcionários públicos. Há anos que venho a dizer que isso é inevitável… imaginem só o sofrimento que teríamos poupado se tivéssemos começado o processo de ajustamento por ai.

O que me assusta é a forma como vão fazer essa dispensa. Diz o Económico: “Chefias podem escolher funcionários a dispensar”. Isto é aterrador e tem consequências perigosíssimas. Todos sabemos que as chefias na Função Pública são esmagadoramente compostas por pessoas oriundas dos aparelhos partidários e dos sindicatos. Entregar a esta gente, que deve favores, a tarefa de decidir quem sai é um erro crasso. Vamos assistir a casos em que se dispensará gente fundamental para salvar justamente aqueles que estão a mais. Haveremos de ver casos surreais… do tipo mandar embora os homens do lixo para salvar os Técnicos de Higiene e Segurança ou fechar o Pavilhão para manter os Técnicos de Desporto… ficai atentos!

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Deixa ver se eu percebi: as medidas que este Governo apresentou hoje para diminuir a despesa do Estado são… o aumento do IVA na electricidade e no gás?!!

Isto é fantástico!! Agora sim temos um Governo que usa soluções novas e imaginativas para meter o país no lugar! Força Passos Coelho!!

 

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São cada vez mais as vozes que se levantam a favor da responsabilização dos políticos pelos seus actos de má gestão. Na sociedade civil a má gestão pode ser criminalizada e não há razão nenhuma para que a gestão da coisa pública não adopte as mesmas regras.

A questão das energias renováveis, que este Primeiro-ministro apresenta como um grande negócio e uma das gloriosas obras do seu Governo, mais não é do que um roubo aos contribuintes e um esbanjar de dinheiros públicos (tal como o Magalhães ou o TGV). Já todos sabemos que os estudos que sustentam estas obras draconianas são feitos “por medida” e oferecem sempre as mais variadas leituras, mas basta ser honesto e ter uma calculadora (já nem digo saber fazer contas) para saber de que falamos verdadeiramente quando o assunto são as energias renováveis.

A questão é muito simples, cada vez que o Primeiro-ministro, ou alguém do Governo, nos diz que Portugal tem 2/3 da energia provenientes de energias renováveis o que ele realmente quer dizer é que a capacidade instalada representa 2/3 da energia que o país consome. Coisa bem diferente, uma vez que para que os tais 2/3 fossem um facto todos os parques eólicos, barragens e painéis solares tinham que funcionar a 100%.

 

O grave disto é que o Estado anda a “estourar” dinheiros públicos incentivando o senhor Mexia e os seus amigos a instalar parques eólicos, painéis solares e tudo o resto com contas feitas sempre a partir da tal “Capacidade Instalada”. Ou seja, o investimento é feito esperando um retorno impossível de alcançar. As contas são simples de fazer: um parque eólico em Portugal, de acordo com especialistas, tem uma capacidade de produção que ronda os 25% da capacidade instalada. Uma barragem que produza energia tem uma capacidade de produção que ronda os 52% da capacidade instalada. Um projecto fotovoltaico tem uma capacidade de produção de cerca de 70% (uma vez que apenas é considerado o período do dia).

Para a propaganda do Governo faz sempre vento, as barragens estão sempre cheias e não existem dias nublados. Não viria mal ao mundo se não fossem os contribuintes a suportar mais este embuste que mais dia, menos dia, nos cairá nas mãos. É claro que eu gostaria imenso que Portugal fosse um exemplo Mundial nesta área, infelizmente estamos a ser um exemplo porque temos responsáveis políticos que nos estão a enganar a todos… ninguém em nenhum outro país avançou com este projecto de renováveis por uma simples razão: os responsáveis políticos são isso mesmo, responsáveis, vai dai… fizeram contas, viram que não era rentável nem sustentável, perceberam que estariam a hipotecar o futuro do país e tiveram medo de serem responsabilizados por isso. Nós por cá não temos problemas desses porque ninguém, jamais, será responsabilizado por nada.

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Há duas coisas que não mudam nunca neste país… o terrível medo da mudança que nos leva a preferir continuar no fundo do poço a arriscar o desconhecido e a curta memória das pessoas em relação aos vigaristas e aldrabões.

Por aqui se começa a escrever a vitória de Pirro que Sócrates terá no dia 5 de Junho. Campos e Cunha, Freitas do Amaral, Luís Amado, Mário Soares e até mesmo Teixeira dos Santos são nomes insuspeitos que já perceberam bem (uns de forma mais exposta que outros) que estamos entregues nas mãos de um louco e de todo o seu séquito, sequito esse que não arrisca ir para o “fundo de desemprego” nos tempos que correm e por isso se agarra com unhas e dentes ao “tacho”.

Existe ainda outra característica dos portugueses que é a de não pactuarem com oportunistas. Passo Coelho irá sofrer uma derrota histórica e será colocado na prateleira de ex-líderes do PSD ao lado de tantos outros, mas com uma nuance… de todos foi o mais imbecil! Cada gesto, cada discurso, cada opção tomada apenas com as eleições em vista foi um erro grosseiro. Os 12% que desceu nas sondagens têm um nome: Fernando Nobre. Os votos que Nobre teve nas presidências não são dele, tal como não eram de Manuel Alegre antes! Esses votos não são de ninguém… são o reflexo de pessoas que estão fartas de oportunismos e jogadas políticas… só mesmo um imbecil pensaria que essas pessoas iriam votar num candidato que entra sem pingo de vergonha nesses esquemas.

 

Mas voltemos a quem ainda nos governa e se tem concentrado em sacudir a água do capote… Ainda ontem o Jornal de Negócios demonstrava claramente mais uma mentira gravíssima deste Governo, verdadeiramente disposto a tudo para conservar algum controlo sobre o aparelho do Estado. Dizia o título “Governo anula défice com atrasos nos pagamentos e serviços em ruptura”… para os mais desatentos a propaganda que assistimos recentemente e que nos dava conta de um “superávit” no primeiro trimestre foi conseguida contabilizando as receitas todas e empurrando grande parte das despesas para o trimestre seguinte… ou seja, se eu este mês não contabilizar a conta da água, da electricidade, a renda da casa, a tv cabo, a escola dos miúdos, etc… fico com um saldo bancário porreiro… o problema é que no mês que vem não tomo banho, ando às escuras, o senhorio quer pôr-me na rua, não vejo televisão e os miúdos voltam para casa. É este o calibre da gente que nos governa, da mesma gente que conhecendo o estado em que estava o país aumentou os ordenados da função pública, negou os pagamentos nas SCUT e avançou para o aeroporto, o TGV, a 3ª auto-estrada Lisboa-Porto e a a 3ª ponte sobre o Tejo. IRRESPONSÁVEIS!!!! Esta gente deveria responder em tribunal por isto.

Completamente borrado de medo Cavaco assiste a tudo sem ser capaz de dizer mais do que acrónimos tipo “fê-ê-ê-fê”… não admira pois que 37% dos portugueses, de acordo com o barómetro Marketest, não saibam o que fazer!!! Eu não sei o que vou fazer! Votar em branco ou abster-me está fora de questão… acho aliás que os portugueses irão em massa votar porque têm consciência da importância destas eleições. Contribuir para a continuação deste modelo económico assente na protecção da banca, da especulação financeira e das privatizações de empresas que não devem sair das mãos do Estado também não posso… resta-me talvez algum consolo ideológico nas soluções de esquerda e terei apenas que decidir qual é mais fácil de digerir e útil para o país.

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Em lume brando

15.01.10

 

2009 ficou para trás como o ano da crise generalizada no nosso país. Um ano maldito que deixou o país a braços com uma das maiores taxas de desemprego de que há memória e fez o défice disparar para valores impensáveis. A esta distância não resisto a dizer que, se não fosse a tão criticada “obsessão” pelo défice que o primeiro governo de Sócrates revelou, hoje estaríamos pior que a Grécia.
Daniel Bessa, um dos maiores Economistas deste país, apresentou recentemente um exercício curioso que pretende demonstrar o “atoleiro” em que estamos. Para repor o défice público em valores aceitáveis estima-se que tenha que haver uma redução da dívida pública anual na ordem dos 10.000.000.000 Euros (são dez mil milhões de euros, meus amigos). Ora para isso acontecer existem várias soluções, que terão que acontecer combinadas, e que requerem coragem e determinação política.
Para se ter uma ideia do que significa esta redução Daniel Bessa exemplifica com o que seria necessário fazer caso se optasse por uma solução apenas: Subir a taxa de IVA para 35% (e as restantes proporcionalmente), subir a taxa máxima de IRS para 87% (e todas as outras proporcionalmente), baixar os salários da função pública em 47% ou privatizar 35% de todos os serviços públicos! Todas são hipóteses que, isoladamente, resolveriam o problema e todas elas são impensáveis. Mesmo uma combinação das 4 será praticamente impossível de realizar por um governo sem maioria absoluta. É em cima deste “barril de pólvora” que estamos todos sentados a fingir que os tipos da televisão e dos jornais são uns exagerados e que tudo há-de passar sem que seja preciso “lágrimas e sangue”.
Sabemos que o espectro político nacional não deixará que o Governo PS faça nada do que é necessário para repor as coisas na ordem, pelo contrário já vimos que têm feito de tudo para boicotar as acções de consolidação orçamental do Governo. Na realidade o PSD anda preocupado em garantir que, quando for governo, serão os “seus amigos” a construir as auto-estradas, o TGV, o novo aeroporto e tudo o mais que agora contesta. O PCP tem como preocupação não perder expressão e utiliza a táctica do Bloco de Esquerda, que já se provou eficaz: diz-se que se baixam os impostos todos, sobem-se as pensões, aumenta-se o período de benefício do subsídio de desemprego e proíbe-se as empresas de despedir pessoas e para os “tolos” basta! Temos ainda os sindicatos (principalmente da função pública) que lutam por aumentos quando deveriam estar a lutar por garantir que daqui a 5 anos as pessoas ainda tem emprego…
A juntar a isto tudo temos um primeiro-ministro demasiado desgastado, por tantos casos na praça pública, e uma equipa de ministros escolhida a pensar em não fazer ondas quando era preciso um maremoto! Espero que o futuro nos reserve apenas a queda deste governo e que ainda seja possível remediar as coisas, mas temo que nos esteja a acontecer o mesmo que acontece a uma rã dentro da panela. Lentamente a água vai aquecendo e a rã vai-se habituando à temperatura e ficando na panela até ser tarde demais. Esta situação do país está a “cozer-nos” em lume brando… é preciso fazer qualquer coisa.
Termino com uma citação: “Quando os factos mudam eu mudo de opinião. E o senhor, faz o quê?” – Jonh Keynes

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Embora entenda a intenção, não concordo com a medida do Governo de permitir obras sem concurso público até aos 5.000.000 de euros.

Num país perfeito grande parte dos presidentes de câmara optaria por continuar a realizar concursos públicos, mesmo sabendo que não eram necessários, por uma questão de seriedade, independência e transparência. Em Portugal os presidentes de Câmara eleitos por partidos da oposição são contra esta medida mas vão usá-la sem qualquer escrúpulo.  Os do PS vão também usá-la mas com a agravante da “consciência pesada”, do saber que estamos a fazer uma coisa pouco séria. É assim a nossa política.
Entende-se que seja necessário colocar dinheiro na economia, o que não se entende é que mais uma vez sejam as empresas que investem nas “relações promíscuas “ com o poder político a beneficiar em detrimento daquelas que investem nos seus recursos humanos, na sua estrutura e no seu valor. É uma vergonha, é escandaloso e é imoral.
Em Silves esta medida cai que nem uma luva. A “tendência” já estava instalada e agora tem cobertura legal pelo que todos os empresários que não contribuam para a “máquina” podem começar desde já a pensar em arranjar nova actividade. Vai ser um verdadeiro “regabofe”.
Tudo isto é muito sério e agora, mais do que nunca, a oposição tem que estar atenta e denunciar o que ai vem. Contamos com o PCP e com o BE para essa tarefa.

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